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Comissão que pode cassar mandato de Professora Ângela notifica vereadora de processo via edital

Vereadora do PSOL é acusada de apologia às drogas por distribuir cartilha de redução de danos à saúde

Comissão que pode cassar mandato de Professora Ângela notifica vereadora de processo via edital
Renan Ceschin, presidente da Comissão Processante. Foto: Tami Taketani/Plural
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A Comissão Processante criada pela Câmara de Curitiba para investigar a vereadora Professora Ângela (PSOL), acusada de apologia às drogas durante uma audiência pública, decidiu notificá-la do processo via edital. O prazo estabelecido pelo regimento para a conclusão dos trabalhos é de 90 dias.

A comissão foi criada na segunda-feira (1), por decisão do plenário. A vereadora viajou em seguida para Brasília, onde foi recebida pela Secretaria da Mulher do PSOL, a convite da deputada federal Sâmia Bonfim. O partido registrou seu apoio à vereadora, que provavelmente enfrentará um processo de cassação na Câmara.

A Comissão Processante, presidida pelo vereador Renan Ceschin (Podemos), decidiu após três tentativas de notificação pessoal fazer a citação da vereadora por edital. Agora, Professora Ângela tem dias corridos para apresentar sua defesa por escrito.

Ângela, primeira vereadora eleita pelo PSOL em Curitiba, apresentou durante uma audiência pública realizada na Câmara uma cartilha de redução de danos à saúde para dependentes químicos. A ideia era prevenir problemas para quem utiliza drogas, mas a bancada conservadora viu no material um incentivo ao uso de substâncias proibidas.

A comissão, cuja composição foi definida por sorteio, é presidida por Ceschin, tem como relator o vereador Olímpio Mundo Polarizado (PL) e tem como terceiro integrante o vereador Zezinho do Sabará (PSD).

Rogerio Galindo

Rogerio Galindo

Jornalista, um dos fundadores do Plural.

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