O governo do Paraná suspendeu as aulas presenciais em todas as escolas públicas e privadas do estado a partir de 27 de fevereiro a 8 de março. A decisão é parte de um pacote de medidas que visam conter o colapso do sistema de saúde no estado por conta do aumento de casos de Covid-19.
Também foi determinada a suspensão de todas as atividades não essenciais a partir de 27 de fevereiro, proibição de circulação em vias públicas das 20h às 5h e a comercialização de bebidas alcóolicas no mesmo período. Atividades religiosas poderão ser realizadas apenas online ou individualmente.
O trabalho nos órgãos governamentais voltam para a modalidade de home office. O comércio de alimentos em restaurantes e lanchonetes será restrito a delivery, drive thru e retirada. Todas as cirurgias eletivas estão suspensas por 30 dias em todo estado.
Para justificar as medidas adotadas, o governo apontou que entre o dia 25 e 26 de fevereiro o número de pessoas aguardando vagas em UTIs e enfermaria aumentou 31% e chegou 578 pessoas. Além disso o estado está com 94% das UTIs e 74% das unidades de enfermaria.

Segundo o médico Vinicius Filipak, diretor de Gestão em Saúde da Secretaria de Estado da Saúde (SESA), a situação é dramática. "Houve um crescimento vertiginoso da ocupação de leitos", disse. Filipak também destacou que a mortalidade entre pacientes internados com Covid-19 no estado está em 25%. "A cada quatro pessoas internadas, uma irá a óbito. Nas UTIs essa mortalidade é de 40%", explicou.
Filipak atribuiu a piora a provável presença de uma nova cepa do vírus no estado. Apesar do governo ter anunciado a abertura de 99 leitos de UTI e 153 leitos de enfermaria, o diretor da Sesa diz que o aumento da mortalidade e no número de dias de internação piora o prognóstico de pessoas que se contaminarem com o vírus.
O governo também prometeu endurecer a fiscalização do cumprimento das medidas.