Secou a quirera. Não tem mais. É. É. É a minha última palavra. A vida é feita de escolhas. Lealdade, já ouviu falar? Tô atacado dos cornos mesmo. Vocês tavam pensando o quê, que não ia ter consequências? Ou o engraçadão é burro ou é burro. Só que não sou nenhum otário de cair na armadilha de vocês. Não sou jagunço. Cada um sabe o que é melhor para si. Só que esse aí nunca trabalhou. Nunca. É vagabundo. Fantasma. Canalha. Vagabundeou por tudo que é setor. Tem costas quentes. A vida é bela, não é isso? Você tá rico. Eu? Não mesmo. Nunca. Não pedi dinheiro pra nenhum de vocês. Não pedi porra nenhuma pra filha da puta nenhum. Quê!? Claro. Com ninguém. Não fui eu que negociei. Com ninguém. Não. Não senhor. Nem adianta insinuar isso. Honestidade é a melhor estratégia. Quem é que vai acreditar na tua historinha pra boi dormir? Uns bostas. Quê!? Que absurdo. Ah, vocês não tem vergonha na cara. Que que é!? História da carochinha. Não vai estourar no meu rabo, não mesmo. Nem fudendo. Só era o que me faltava. Agora vem esse boca de tacho querer me fudê!? Então faça o que tem que ser feito. Corte cabeças. Não é problema meu. Nosso onde? Desde quando? Que que é isso!? Amanhã. Amanhã. Vai correr ripa pra cima desse lazarento. O pau vai comê. Pode apostar. A casa caiu pra você e pro ele. Isso, pra você. E pra ele. Só que você, porra, assuma. Irresponsável. E nem adianta querer livrar o grupinho dos religiosos. Ah, agora você tá preocupado com os religiosos? Isso é consciência pesada. Deviam ter pensado antes. Festinha depois de festinha. Ia dar nisso. Porque é tudo amiguinho ali. E a amizade é um tesouro, né? Tudo mancomunado. Tudo hipócrita. Vô denunciar geral. Já falei. Geral! Ah, claro, vai tentar isso agora. Que argumento lixo. Você não vale o que come, rapaz. Tá certo, claro, perfeito, agora é santo. E precisava querer jogar em cima de mim? Nãnaninanão. Palhaçada tem hora. Não podia. Ainda por cima com essa mentirada. Mas é um chuncheiro de marca maior mesmo. Cabô, você tá entendendo? Então diga você, quem mais tá nesse teatrinho? O Odair tá sabendo? O Odair aprova isso? Foda-se o Odair. É outro filho da puta. Rapaz, vou te estufar na porrada. Pode se armar até os dentes, porque você vai perder todos, gastou dinheiro nessa faceta de porcelana nojenta à toa. Devia ter. Porque eu não tenho medo de você. Você não tá entendendo, amanhã vou virar essa poioca aí num chapéu véio. Vocês vão se arrepender de ter feito a cagada que fizeram comigo. Ainda mais comigo. Pra cima de mim. Derrotista é tua mãe, seu filho da puta. E o cachorro magro do Odair, vou detonar ele. O velhaco maior sempre tem capa. Vou pra televisão, ele que fique avisado. Ele e aquele Crustáceo mafioso de merda, com aquela mãozinha pequena de punheteiro de pau pequeno. Eu vou pisar na cara dele. Vou. Demais. Vou deformar a cara desse filho da puta. Vocês não sabem do que eu sou capaz. Quem tem mão de agarrar, ligeiro trepa. Só que você é procurado, simples assim. E vão te achar, só que desfigurado. Quer palco? Beleza. Ótimo. Vou explodir o teu rabo na frente de todo mundo. Cidadão de quê!? Me poupe. Geral vai saber o canalha dos infernos que você é. Quiseram fazer o teatrinho de vocês, pronto. Então some com essa merda toda, porra. Já falei naquela reunião. Sangue lava com sangue. Não tem mais lei, não entendeu ainda? Não tem mais lei. Vou canchear vocês no pau. Pra tropa do trapo vazo a tripa, vocês que esperem pra ver. Ele que espere. Crime? Agora é crime!? Bonito! Bando de marionetinha de merda. Vocês acham que podem pisar nos outros. E que vai ficar por isso mesmo!? A verdade sempre aparece, pode ter certeza. Foda-se. Babau. Vocês foram jurados, um por um. Aqui ninguém é otário de ninguém não. Cabô.
Leia as primeiras quatro partes do poema já publicadas:



