No mau-humor da tardinha de dezembro
O desatinado vive em meses adiante
E num rompante descompensado
Almeja a queda
Que virá no futuro
Tornar-se seu inseguro
Presente
Um ser alheio, ausente da razão
Deslocado de seu tempo
Viu viver-se sem paixões
Sem ardor nem conexões
Estranhamente perdido no passado
No antanho...
Sem instantes
Sem agora
Sem momentos
Ventos tristes que sopravam
Chuva fina e sofrimento
Nuvens cheias carregadas
Trovoavam pensamentos
E o louco se perdia
Nem abrigo nem alento
Tempo ruim
Clima instável
Foi-se o tempo
No mau tempo