O PT nacional decidiu apostar na ministra Gleisi Hoffmann (PT) para tentar conquistar uma das duas vagas para o Senado que serão disputadas no Paraná em outubro. Gleisi, que tem sido repetidamente a deputada federal mais votada do partido no estado, já foi senadora entre 2011 e 2019, e no momento ocupa a Secretaria Geral da Presidência.
A ministra publicou em suas redes sociais o anúncio da pré-candidatura, dizendo que faz parte do projeto capitaneado por Lula para 2026.
Com Lula, pelo Paraná e pelo Brasil! 🤝
— Gleisi Hoffmann (@gleisi) January 21, 2026
Em conversa com o presidente @LulaOficial, com o @enioverri e o @edinhosilva, presidente do PT, reafirmei o meu compromisso de fortalecer, no Paraná, o projeto liderado pelo presidente Lula. Sou pré-candidata ao Senado Federal! pic.twitter.com/rLb8ewc2mq
A eleição para o Senado é considerada fundamental tanto pela esquerda quanto pela direita. Com dois terços das vagas em disputa, existe a possibilidade de a direita mais radical conseguir formar maioria no Senado, algo que não conseguiu nem mesmo durante a Presidência de Jair Bolsonaro (PL). Isso permitiria, entre outras coisas, que os bolsonaristas tentassem o impeachment de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF).
No Paraná, todos os pré-candidatos mais fortes até o momento são ligados à direita. Nomes como Felipe Barros (PL), Jeffrey Chiquini (Novo) e Cristina Graeml (União) vêm sendo aventados para o Senado. Além disso, caso não consiga ser candidato à Presidência, Ratinho Jr. (PSD) deve ser candidato e, nesse caso, uma das vagas teria destino quase certo.
O cenário para Gleisi não parece particularmente favorável. O Paraná tem tendido mais à direita nas eleições gerais, e o Senado é uma eleição majoritária, que deve exigir pelo menos dois milhões de votos de cada eleito. A aposta, porém, é que a direita partirá para a disputa fragmentada, dividindo seus votos e permitindo uma brecha para uma candidatura lulista.