A Justiça do Paraná concedeu prisão domiciliar para Jorge José da Rocha Guaranho, condenado pelo assassinato de Marcelo Arruda em junho de 2022. A decisão é da Vara de Execuções Penais de Curitiba e foi proferida no dia 17 de março de 2026.
Guaranho, que é ex-policial penal, invadiu a festa de aniversário do guarda municipal Marcelo Arruda porque soube que o tema da comemoração fazia alusão ao presidente Lula (PT). Bolsonarista, Guaranho, que não conhecia a vítima, foi até o local e atirou contra o aniversariante, que tinha 50 anos.
Ele foi preso e após o júri condenado a cumprir a pena de 20 anos em regime fechado, mas desde o julgamento alegava fragilidade em seu estado de saúde.
O benefício foi autorizado com base no estado de saúde do detento, considerado “grave” e incompatível com o ambiente prisional. De acordo com laudos médicos anexados ao processo, Guaranho apresenta sequelas decorrentes de politraumatismo, com comprometimento neurológico, motor e funcional.
O Ministério Público se manifestou favoravelmente à concessão da prisão domiciliar, destacando que o sistema prisional não tem condições de oferecer o atendimento necessário ao sentenciado.
Com isso, foi determinada a substituição do regime fechado pela prisão domiciliar com monitoramento eletrônico pelo prazo mínimo de 365 dias. O detento deverá permanecer em casa em tempo integral, sendo autorizadas saídas apenas para tratamento de saúde ou compromissos previamente autorizados.
A defesa havia solicitado a medida ainda em 2025 e conseguiu a flexibilização agora.