Técnicos-administrativos das universidades e institutos federais realizaram um protesto em frente ao prédio da Superintendência Regional do Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI), em Curitiba, na segunda-feira (06). O ato foi uma cobrança para que o Governo Federal cumpra o que foi acordado durante a greve de 2024, o que, segundo os trabalhadores, não foi feito.
A mobilização reuniu representantes de sindicatos de técnicos-administrativos (TAes) do Paraná, Rio Grande do Sul e Santa Catarina. Participaram do ato delegações da ASSUFSM (Universidade Federal de Santa Maria), ASSUFRGS (Universidade Federal do Rio Grande do Sul), SINTUFSC (Universidade Federal de Santa Catarina e Campus Araranguá), além do SINDIEDUTEC, SINDITEST e SINDUTFPR.
Diálogo
TAEs encaminharam ofício para Superintendência antes do ato, porém o órgão disse não ter recebido. O documento pede a reabertura imediata das negociações para garantir o cumprimento do acordo de greve, a retomada do diálogo entre o governo, o Comando Nacional de Greve e a Fasubra Sindical, além da suspensão dos cortes orçamentários.

Em Curitiba, em maio deste ano, TAEs já haviam feito outro protesto durante agenda do Governo Federal com Guilherme Boulos. Desde março trabalhadores estão há 127 dias em greve neste ano.
Segundo os sindicatos, estão pendentes a jornada de 30 horas para técnicos; reajuste de 9% retroativo a janeiro de 2025; aplicação da regra de aceleração de progressão para aposentados e pensionistas; reconhecimento de saberes e competências.
