O conselheiro do Tribunal de Contas do Estado (TCE) Fabio Camargo determinou mais uma vez a suspensão da venda da Celepar, companhia ligada ao Governo do Paraná que está sendo privatizada pela gestão de Ratinho Jr. (PSD). A validade da medida cautelar, porém, está sendo contestada.
A privatização da Celepar está sendo objeto de várias decisões em sentido contrário do Tribunal de Contas. Há poucos dias, uma outra decisão monocrática, dessa vez do conselheiro Durval Amaral, liberou a privatização da companhia, que estava travada. O PT, porém, entrou na Justiça contra a decisão, afirmando que só o pleno do TCE poderia liberar a venda.
O motivo da nova decisão impedindo a privatização, de acordo com o texto do conselheiro Fabio Camargo, é a situação dos dados da Secretaria de Estado da Segurança Pública. Hoje os dados da Segurança - assim como acontece com grande parte das secretarias do Governo, ficam sob a tutela da Celepar.
Particularmente sensíveis, os dados ligados à segurança não teriam como ser migrados para dentro da própria secretaria, que alega não ter estrutura de informática nem pessoal treinado para esse tipo de trabalho. Durante o processo de privatização, chegou a haver a contratação de uma terceirizada, a Indra, para fazer o serviço.
A venda da Celepar é a última grande privatização prevista pelo governo de Ratinho Jr, que já vendeu estatais como a Copel Telecom e a Copel.