A rentabilidade justa paga às empresas do transporte coletivo de Curitiba já somou R$ 88 milhões de janeiro a agosto de 2025. O valor é incorporado a tarifa técnica - aquela que é paga às empresas e calculada mês a mês - e representa, em média, 12% do valor total por passageiro (cerca de R$ 1,63 da tarifa média de R$ 7,96).
Dados da URBS mostram que por mês as empresas receberam, em média, R$ 11 milhões a título de rentabilidade justa. Se a média se manter, até dezembro as concessionárias devem receber R$ 132,9 milhões, um aumento de 16% em relação aos R$ 114,8 milhões pagos em 2024.
Os R$ 11 milhões pagos por mês em rentabilidade justa representam 50% do déficit do sistema, que em 2025 está em R$ 21 milhões por mês. De janeiro a agosto, o déficit acumulado é de R$ 173,9 milhões, valor coberto pelo tesouro municipal.

O déficit do transporte coletivo tem aumentado sistematicamente nos últimos anos. Em 2025, a projeção é de que o sistema encerre o ano R$ 260,9 milhões no vermelho. Como a única receita do sistema é a tarifa paga pelos passageiros, que hoje é de R$ 6, o restante do valor sai do tesouro municipal, ou seja, dos recursos arrecadados pelo município com impostos, taxas etc.