Um empresário suspeito de ligação com o Primeiro Comando da Capital (PCC) doou dinheiro em 2024 para as campanhas do PSD de Ratinho Jr. e Eduardo Pimentel. Alvo da Operação Tank, que apura a influência do PCC na economia formal, Rafael Renard Gineste doou R$ 6 mil ao partido no ano passado. A revelação foi feita pela jornalista Andreza Matais, do portal Metrópoles.
De acordo com resposta do PSD enviada ao Metrópoles, o dinheiro teria sido doado por meio da compra de ingressos para um jantar do partido - cada ingresso custava R$ 3 mil. O partido alega que não há irregularidades e que todos os recursos recebidos no jantar foram informados ao Tribunal Regional Eleitoral (TRE), conforme obriga a lei brasileira.
Gineste é sócio da F2 Holding Investimentos e, durante a Operação Tank, ao perceber que era alvo dos policiais, tentou se esconder em uma lancha. Suposto elo do PCC com o mercado financeiro, Gineste já foi investigado na Operação Publicano, que durante o governo Beto Richa (PSDB) apurou irregularidades na Receita Estadual.
O dinheiro do jantar do PSD foi repassado a diversos candidatos do partido. No caso dos R$ 6 mil doados por Gineste, o partido decidiu repassar os valores para a campanha do vereador Professor Euler (PSD), hoje secretário de Esportes de Curitiba.
Jantar polêmico
O jantar do PSD para arrecadação de recursos já foi tema de polêmica anterior, quando uma gravação veio à tona, ainda durante a eleição. Nela, o superintendente Antonio Carlos Pires Rebello dizia que os comissionados sob sua supervisão seriam obrigados a contribuir financeiramente para a campanha, cobrando ingressos para o evento.
Segundo Rebello, que na época exercia um cargo de superintendente na Secretaria de Administração do município, essa era uma ordem repassada a ele por instâncias superiores ligadas ao PSD. O superintendente foi desligado do cargo pela Prefeitura, que disse não ter dado ordem nenhuma para que os comissionados colaborassem financeiramente com a campanha.