A Electrolux demitiu esta semana, por justa causa, cerca de 250 funcionários. As demissões teriam sido causadas por mau uso de um programa interno de descontos. O Seletroar, que representa a categoria, já prometeu questionar as demissões e está atendendo os funcionários demitidos mesmo durante o recesso de fim de ano. A Electrolux diz que o número de demitidos é inferior aos 250 informados.
Segundo o Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias de Aparelhos Elétricos, Eletrônicos e Similares, Aparelhos de Radiotransmissão, Refrigeração, Aquecimento e Tratamento de Ar, Lâmpadas e Aparelhos Elétricos de Iluminação (Seletroar), a empresa justificou as demissões com base no suposto uso inadequado do "Programa Venda ao Funcionário". Relatos de funcionários nas redes sociais apontam que a empresa alega que os descontos teriam sido cedidos a familiares.

O programa oferta descontos na compra de produtos da Electrolux para funcionários. Em comunicado, o Sindicato disse considerar grave a demissão e que vai investigar a regularidade das dispensas. Ao Plural, a Electrolux informou que foi realizada uma auditoria interna que teria identificado uma fraude no uso do programa.
Funcionários afetados pela demissão devem procurar o Sindicato pelo Whatsapp 41 99585 0074 para agendamento de atendimento e orientações iniciais. O atendimento acontecerá mesmo durante o recesso da instituição, 20/12/2025 a 12/01/2026.
Ao Plural, a empresa afirmou que as demissões foram apenas nas unidades de Curitiba da empresa e que não tem nenhuma relação com a economia do país, uma vez que a empresa acabou de inaugurar uma nova unidade na região. Sobre as demissões, a Electrolux se manifestou através da nota abaixo:
"O Electrolux Group mantém um compromisso inegociável com a ética, a integridade e a transparência de suas operações, e não tolera condutas ou comportamentos que violem seu Código de Ética e Conduta. As decisões tomadas visam proteger a integridade da empresa e estão em conformidade com as políticas internas do Grupo e as legislações locais.”
Demissões em massa
Essa é a segunda grande demissão em massa por justa causa promovida por empresas brasileiras este ano. Em setembro o Itaú demitiu 1.000 funcionários por justa causa com a alegação de que registros dos computadores dos funcionários mostravam inatividade durante o home office. Após mediação da Justiça do Trabalho e o Sindicato dos Bancários, a empresa aceitou um acordo para indenizar os funcionários demitidos.
Indenizações pagas pelo Itaú em demissão em massa com justa causa:
Para bancários entre 0 e 23 meses de banco:
Piso de 4 salários + valor fixo de R$ 9 mil + 13ª cesta alimentação.
Para bancários a partir de 24 meses de banco:
O piso será de 6 salários, com teto de até 10 salários + valor fixo de R$ 9 mil + 13ª cesta alimentação.