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Seed vai reduzir exigência de frequência para 75% em cursos de professores

Solicitação foi feita pela deputada Ana Júlia Ribeiro. Em maio, professor teve que participar de aula na cama do hospital

Seed vai reduzir exigência de frequência para 75% em cursos de professores
A deputada Ana Júlia Ribeiro. Foto: Divulgação/Alep
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A Secretaria de Estado da Educação (Seed) propôs reduzir de 100% para 75% a exigência de frequência nos cursos de formação continuada oferecidos a professores e professoras da rede estadual de ensino. Apresentado pela deputada estadual Ana Júlia Ribeiro (PT), o requerimento que pede à Seed para reavaliar a regra foi aprovado em plenário na Assembleia Legislativa no dia 27 de maio. Três semanas antes, no dia 7, a APP-Sindicato já havia feito solicitação no mesmo sentido para a Secretaria.

Em maio, um professor de História do Colégio Estadual Princesa Isabel, no município de Cerro Azul, teve que participar de um curso do programa Formadores em Ação no leito de um hospital. O curso é um dos aceitos para progressão na carreira e o governo de Ratinho Júnior (PSD) e exige frequência de 100% para obtenção do certificado.

Em maio, professor de História participou de curso quando estava hospitalizado (Reprodução)

O documento protocolado por Ana Júlia solicitou à Seed que considerasse um mínimo de 75% de frequência e o abono de faltas, justificadas com atestado médico. O Núcleo Formadores em Ação da Seed informou que não há impedimentos para a mudança na Resolução nº 3.659/2024. A nova redação, que está em análise, estabelece que professores que participam dos programas Grupo de Estudos Formadores em Ação, Formadores do Estágio Probatório e Diretor Formador poderão obter certificação com 75% de presença e desempenho mínimo nas avaliações.

"A flexibilização só aconteceu após muitas cobranças e denúncias em relação à saúde física e mental dos trabalhadores da educação", disse Ana Júlia. Em resposta a outro requerimento protocolado pela deputada, a Seed informou que mais de 8,8 mil professores da rede estadual de ensino foram afastados do trabalho por motivos relacionados à saúde mental em 2024. 

José Marcos Lopes

José Marcos Lopes

Jornalista formado pela UFPR.

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