A consulta do programa de militarização das escolas públicas do Paraná, ocorrido no início na semana, terminou com a aprovação de 29 escolas pela adoção do modelo, além da rejeição de 17 outras. Em quatro escolas do Estado não houve quórum mínimo de votação, mas ainda assim o Governo do Paraná vai torná-las cívico-militares.
A votação ocorreu em 50 escolas do Estado, entre os dias 17 e 18 de novembro. A Secretaria Estadual de Educação (Seed) alega que “a ampliação do projeto reflete a demanda das comunidades e o desempenho obtido nos indicadores de organização, disciplina e ambiente escolar”, embora haja casos de agressões e racismo em colégios com este tive de gestão.
Os novos colégios ficam em Apucarana, Arapongas, Sabáudia, Engenheiro Beltrão, Cafelândia, Cascavel, Japurá, São Tomé, Assaí, Curitiba, Dois Vizinhos, Santa Terezinha do Itaipu, Guarapuava, Ivaiporã, Joaquim Távora, Abatiá, Loanda, Itaúna do Sul, Lobato, Paiçandu, Maringá, Paranaguá, Pontal do Paraná, Toledo e Pérola. (veja a lista no fim do texto).
Dados do Governo do Estado apontam que participaram da consulta 25.830 pessoas estavam habilitadas a votar, sendo 21.509 responsáveis por alunos menores, 1.126 estudantes maiores de idade e 3.195 servidores das unidades.

“O governador diz que são os pais e as mães que decidem pela adesão ou não aos programas Parceiro da Escola e cívico-militar. Então, exigimos que ele respeite a resposta da comunidade onde não houve quórum e que essas escolas continuem com gestão pública, sem privatização. O não comparecimento da comunidade representa uma reprovação ao chamamento feito pelo governo e não uma aprovação”, pontua Walkiria Mazeto, presidenta da APP-Sindicato.
Os colégios cívico-militares trazem policiais aposentados para os estabelecimentos de ensino, sem formação na área da educação, e ganhando mais que professores. Em alguns casos, a “disciplina” militar levou a situações de racismo, como a proibição de cabelos afro.
Veja a lista com os resultados das consultas:
