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Aluno ameaça estuprar filha de professora no Paraná e Seed diz que 'acompanha o caso'

Professora do Colégio Jorge Andriguetto registrou boletim de ocorrência contra o estudante

sala de aula vazia
Sala de aula do Colégio Estadual Desembargador Jorge Andriguetto | Foto: reprodução/redes sociais
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Uma professora de Língua Portuguesa do Colégio Estadual Desembargador Jorge Andriguetto, de Fazenda Rio Grande, Região Metropolitana de Curitiba (RMC), teve a filha ameaçada de estupro por um aluno do Ensino Médio. Um boletim de ocorrência foi registrado, mas a docente está com medo de trabalhar.

O caso aconteceu em 17 de novembro. O Plural teve acesso ao boletim de ocorrência. Os nomes dos envolvidos não serão divulgados, pois há menores de idade.

O boletim foi registrado na delegacia de Polícia Civil (PC) de Fazenda Rio Grande, depois que estudantes viram postagens na rede social X na qual o aluno ameaçava estuprar a filha da professora. A criança tem apenas cinco anos.

“Eu não faço ideia do que foi [o motivo], porque nunca tive nenhum problema com aluno, nem com esse especificamente. Assim que vi, pedi os prints comuniquei à minha pedagoga desta forma: o aluno ameaçou minha filha de estupro eu vou registrar boletim de ocorrência e quero os responsáveis cientes da situação”, contou a docente.

Nos prints (veja abaixo) o estudante, que completou 18 anos no domingo (23), afirma que vai cometer o crime para que a professora “sofra bastante”.

print da rede social X
Print da rede social X. Estudantes confirmaram que o user pertence ao colega de turma | Foto: reprodução

Depois de comunicar o fato para a pedagoga da escola, a professora afirma que estudantes que mostraram as postagens foram advertidas, ao invés do autor. Depois disso, a mãe do aluno, que à época dos posts tinha 17 anos, foi até a escola para uma reunião.

O aluno foi trocado de turma em um primeiro momento. “Eu fiquei muito nervosa, queria que esse aluno já tivesse sido transferido imediatamente e fosse terminar seus estudos em outra escola, bem longe dali”, lamenta a professora. Isso só aconteceu posteriormente e a pedido da mãe do adolescente, não por ação da Secretaria Estadual de Educação (Seed).

Temor

A professora está trabalhando normalmente, mas vive em estado de vigilância. “Eu deixei bem claro que temia pela minha vida e da minha filha, eu moro próximo à escola, minha filha estuda próximo também, andamos a pé por aqui. Todos nos conhecem e sabem onde moramos”.

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Ela também reclamou da ação dos superiores diante da grave ameaça. “Eles questionaram o meu trabalho, o que teria motivado o aluno, o que a escola fez por esse aluno, já que estava com notas baixíssimas. Nunca me senti tão desamparada”.

A trabalhadora também procurou a APP-Sindicato, que representa a categoria.

A Seed informou em nota ao Plural que a professor “foi acolhida pelo Núcleo Regional de Educação”. A pasta destacou ainda que “por envolver possível crime, a docente registrou boletim de ocorrência, e a apuração cabe às autoridades de segurança pública” e que está acompanhando o caso. 

 

 

 

 

 

Aline Reis

Aline Reis

Jornalista e especialista em Gestão da Comunicação, Assessoria e Marketing pela Universidade Positivo (UP). Mestra em Estudos de Linguagens pela UTFPR. Presidenta do Sindicato de Jornalistas Profissionais do Paraná.

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