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Dengue recua no Paraná após pico em 2024, mas alerta segue em 2026

Casos caem no estado com vacina, mosquitos com Wolbachia e clima mais ameno. Especialista destaca ciência e cuidados da população.

Dengue recua no Paraná após pico em 2024, mas alerta segue em 2026
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Os números revelam que, após um período de alta transmissão em 2024, o Paraná conseguiu reduzir os casos de Dengue em 2025 e mantém, até agora em 2026, um cenário de baixa incidência. Para o geógrafo Francisco de Assis Mendonça, a situação controlada é resultado da ciência aliada ao cuidado.

“Já temos experimentos no Paraná com mosquitos que não conseguem se reproduzir e mosquitos com a Wolbachia — bactéria que impede o desenvolvimento e a transmissão dos vírus da dengue, zika e chikungunya para humanos —, temos a vacinação e a possibilidade de um ano com temperaturas mais baixas. Tudo isso, associado aos cuidados da população para controlar o mosquito, torna possível acreditar em uma redução representativa do número de casos para este ano”, explica o autor do livro A Dengue no Brasil — Uma Perspectiva Geográfica, Francisco de Assis Mendonça.

Mesmo com a possibilidade de redução da dengue, o geógrafo ressalta a importância de a população se manter em alerta. “Ainda que a gente tenha esses métodos, é preciso continuar com os cuidados de não deixar água parada em casa, reforçar o cuidado com o lixo jogado nas vias públicas e trabalhar com educação ambiental.”

No entanto, embora apresente redução, o risco climático de dengue por município acende um alerta. Se em 2025 apenas sete municípios do Paraná apresentavam alto risco de contaminação, em 2026 onze municípios figuram na lista. São eles: Cambará, Cianorte, Foz do Iguaçu, Guaíra, Guaratuba, Londrina, Maringá, Paranaguá, Paranavaí, Santa Helena e Umuarama.

Números de casos de dengue

A incidência de casos de dengue no Paraná apresentou uma queda expressiva entre o final de 2025 e o início de 2026. De acordo com o Informe Epidemiológico de Arboviroses Urbanas, publicado pela Secretaria de Estado da Saúde (Sesa), a taxa despencou de 175,22 casos por 100 mil habitantes em janeiro de 2025 para apenas 3,01 casos por 100 mil habitantes em janeiro de 2026. Essa redução de aproximadamente 98% indica que a situação epidemiológica da doença está mais controlada neste início de ano.

A comparação entre as semanas epidemiológicas também reforça esse cenário: em 2025, na Semana Epidemiológica 01, o primeiro boletim publicado pela Sesa registrou 50 casos confirmados de dengue em pacientes residentes no estado, enquanto em 2026 o número caiu para apenas 10 casos até o momento.

Os dados acumulados do ano epidemiológico de 2025 registraram 92.620 diagnósticos confirmados e 145 óbitos em decorrência da doença. Em relação a 2024, quando foram registrados cerca de 616 mil casos confirmados, o total de 2025 representa uma redução de 84%.

Julia Sobkowiak

Julia Sobkowiak

Formada em jornalismo pela PUCPR.

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