Na manhã desta quinta-feira (30), a reunião do Conselho de Ética e Decoro Parlamentar da Câmara Municipal de Curitiba (CMC), convocada para avaliar o processo ético-disciplinar contra o vereador Eder Borges (NOVO), não foi realizada por falta de quórum. Dos seis vereadores que compõem o conselho, apenas quatro compareceram, número insuficiente para a sessão.
Estiveram presentes os vereadores Hernani (Republicanos), a relatora do processo Laís Leão (PDT), Rafaela Lupion (PSD) e Professor Euler (MDB). As ausências foram de Jasson Goulart (Republicanos), vice-relator, e Zezinho do Sabará (PSD). Com isso, a apresentação e votação do parecer que recomenda a suspensão do mandato de Eder Borges por 120 dias foi remarcada para esta sexta-feira (31), às 11h.
Caso o Conselho não consiga quórum novamente, o PED 1/2026 poderá ser arquivado tacitamente, em razão do fim do prazo regimental de 60 dias para conclusão do processo. A prorrogação chegou a ser discutida, mas não obteve votos suficientes.
Processo ético-disciplinar
O processo ético-disciplinar movido contra o parlamentar apura a conduta do vereador durante a sessão plenária realizada em 1º de abril. Na ocasião, após a participação da presidente do Sindicato dos Servidores do Magistério Municipal de Curitiba (Sismmuc), Diana Abreu, em uma tribuna livre, Borges fez um gesto simulando arma de fogo durante registro fotográfico. Duas representações contra ele foram admitidas pelo Conselho: uma apresentada pela Corregedoria da CMC e outra movida pelas vereadoras: Camilla Gonda (PSB), Professora Angela (PSOL), Vanda de Assis (PT) e Angelo Vanhoni (PT).