Em abril, moradores de Curitiba usaram as redes sociais para reclamar de uma suposta infestação de mosquitos na cidade, apontando a “fábrica de mosquitos” como possível causa. Na época, a empresa Wolbito Brasil esclareceu que não havia liberação dos insetos produzidos pela biofábrica. O cenário mudou nesta quarta-feira (29), quandoa Prefeitura realizou a primeira soltura de mosquitos Aedes aegypti com a bactéria Wolbachia, conhecidos como wolbitos, no bairro Sítio Cercado.
Embora a presença dos insetos possa causar incômodo, os wolbitos são benéficos: ao acasalar com os mosquitos locais, transmitem a bactéria para os descendentes, criando uma população incapaz de transmitir vírus como dengue, zika e chikungunya. Segundo a Prefeitura, a tecnologia passa a integrar o conjunto de ações permanentes de enfrentamento às arboviroses.

Mesmo com a liberação, não há expectativa de aumento significativo da população de mosquitos, já que o frio mais intenso do segundo semestre naturalmente reduz a presença dos insetos.
Ainda assim, a principal recomendação para reduzir a quantidade de mosquitos continua sendo eliminar locais de reprodução. Entre as medidas estão: manter caixas d’água bem vedadas, limpar calhas regularmente, descartar corretamente recipientes que acumulam água, usar areia nos pratos de plantas, fechar bem os sacos de lixo em latas com tampa, instalar telas em portas e janelas e utilizar repelentes corporais e inseticidas ambientais.
