Até esta terça-feira (04) Curitiba tinha 488 crianças e adolescentes acolhidos pelo município, conforme dados da Fundação de Ação Social (FAS). Deste montante, a maioria está em Organizações da Sociedade Civil (OSCs), muitas delas ligadas a grupos religiosos e igrejas.
No último mês o prefeito Eduardo Pimentel (PSD) anunciou aumento de até 65% no repasse para as OSCs que integram Rede de Instituições de Acolhimento de Curitiba e Região Metropolitana (RIA) e prestam serviços para a FAS. Com isso, o número de vagas chega a 580 no total, sendo 445 destas instituições parceiras e não do próprio município, que possui 155 vagas.
O valor repassado para modalidade casa-lar passa de R$ 3.265 para R$ 5.000. Para o acolhimento em abrigo institucional para crianças, passa de R$ 3.515 para R$ 5.500 por mês. Já para a modalidade casa-lar e abrigo institucional para adolescentes, o valor pago será de R$ 6.000 e anteriormente era de R$ 3.625.
Insuficiente
Todavia, o anúncio dos reajustes não atende às demandas de acolhimento de crianças e adolescentes, conforme conselheiros tutelares ouvidos pelo Plural explicaram. Como existe segmentação por idade e sexo das crianças, nem sempre há vagas disponíveis e isso coloca as vítimas que estão em situação de vulnerabilidade em risco.

Há relatos de crianças e bebês sendo encaminhados para unidades de acolhimento de adolescente justamente porque faltam vagas.
Conselheiros tutelares têm se mobilizado para pedir abertura de novas unidades do próprio Conselho Tutelar, que possui regionais atendendo populações de até 300 mil pessoas, quando o Estatuto da Criança e do Adolescente prevê que haja uma unidade para cada 100 mil habitantes.
Em Curitiba as unidades estão distribuídas em regionais no Bairro Novo, Boa Vista, Boqueirão, Cajuru, CIC, Pinheirinho, Portão, Matriz, Santa Felicidade e Tatuquara.