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Paralisação parcial de ônibus pode afetar 12 mil usuários de Curitiba nesta quarta

Auto Viação Mercês, que opera 19 linhas nos bairros Santa Felicidade e São Braz, não pagou integralmente os salários deste mês

Paralisação parcial de ônibus pode afetar 12 mil usuários de Curitiba nesta quarta
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Funcionários da Auto Viação Mercês paralisaram suas atividades nesta quarta-feira (14 de janeiro), o que poderá afetar cerca de 12 mil usuários do transporte coletivo de Curitiba. A paralisação foi motivada pela falta de pagamento integral dos salários. Segundo o Setransp, o sindicato as empresas de ônibus de Curitiba, o pagamento ocorrerá ainda nesta quarta.

A Auto Viação Mercês opera 19 linhas (11 linhas exclusivas e 8 compartilhadas) nos bairros Santa Felicidade e São Braz. A Urbs informou que essas linhas estão sendo absorvidas por outras empresas que compõem o consórcio do transporte coletivo.

Segundo a Urbs, diante dos atrasos salariais recorrentes da Viação Mercês, foi necessária a retenção de valores do consórcio para garantir o pagamento do 13º salário no fim de 2024. O mesmo ocorreu em janeiro, quando a Urbs reteve os valores desde o início da semana e solicitou à empresa os dados necessários para que o consórcio realizasse diretamente o pagamento dos funcionários. Além disso, a paralisação deveria ter sido informada com 72 horas de antecedência e os pagamentos às empresas estão em dia.

Com a mudança, informou a Urbs, passam a ser operadas pelas novas empresas as linhas exclusivas X46 - Especial Mercês; 150 - C. Music/V. Alegre; 912 - José Culpi; 913 - Butiatuvinha; 915 - O. Verde/V. Bádia; 967 - Júlio Graf; e 972 - Jardim Itália. Também estão incluídas as linhas compartilhadas 022 - Inter 2 (horário), 023 - Inter 2 (anti-horário), 040 - Interbairros IV, 464 - A. Munhoz/Jardim Botânico, 817 - Saturno/Veneza, 821 - Fernão Dias, 901 - Santa Felicidade, 902-Santa Felicidade/Praça Tiradentes, 911- Passaúna e 979 - Linha Turismo.

Nota da Urbs

A URBS informa que acompanha a paralisação e atua para reduzir os impactos à população, adotando medidas operacionais imediatas.

A empresa Mercês integra um consórcio juntamente com o Transporte Coletivo Glória e a Auto Viação Santo Antônio. As linhas operadas pela Mercês estão sendo absorvidas pelo próprio consórcio, com remanejamento de frota e equipes.

A Mercês é responsável pela operação de 11 linhas exclusivas e 8 linhas compartilhadas. Com a reorganização realizada pelo consórcio, a URBS trabalha para diminuir os impactos na operação dessas linhas, garantindo a continuidade do atendimento aos usuários.

A URBS esclarece ainda que todos os pagamentos às empresas de transporte coletivo estão rigorosamente em dia, conforme os contratos vigentes com os consórcios operadores, não havendo qualquer pendência financeira por parte do Município.

A URBS ressalta que, por se tratar de serviço essencial, eventual paralisação deveria ter sido comunicada com antecedência mínima de 72 horas, conforme prevê a legislação, de modo a permitir a adoção de medidas preventivas e a redução de prejuízos à população.

Por fim, a URBS reforça que a relação trabalhista é de responsabilidade exclusiva das empresas operadoras em relação aos seus empregados, não cabendo ao poder público ingerência sobre esse vínculo.

A URBS segue monitorando a situação e adotando todas as providências necessárias para assegurar o funcionamento do transporte coletivo em Curitiba.

Nota do Setransp

O Setransp vem a público esclarecer sua atuação diante da situação envolvendo a empresa Auto Viação Mercês, que, nos últimos dias, enfrentou dificuldades no cumprimento integral do pagamento da folha salarial de seus colaboradores até o quinto dia útil do mês.

Ciente da possibilidade de agravamento do cenário, o Setransp cumpriu seu papel institucional e intermediou uma série de reuniões - individuais e conjuntas - com representantes da Auto Viação Mercês, do Consórcio Pontual, do Sindimoc e do Sindeesmat, buscando construir uma solução que evitasse prejuízos à população. O último desses encontros ocorreu na tarde de terça-feira (13), na sede do sindicato patronal.

Apesar dos alertas feitos pelo Setransp quanto às consequências de uma eventual paralisação - especialmente o impacto direto para os passageiros - e da ênfase na necessidade de cumprimento das exigências legais, como o aviso prévio de 72 horas e a manutenção de um percentual mínimo de operação, o impasse não foi superado, resultando no movimento paredista deflagrado nesta quarta-feira.

É importante destacar que a situação da Auto Viação Mercês é isolada e não representa o cenário do transporte coletivo de Curitiba como um todo, que segue operando normalmente, com regularidade e qualidade.

A empresa informou ao Setransp que a quitação integral dos salários deve ser realizada ainda hoje, por meio do Consórcio Pontual, o que permitirá a retomada do serviço em breve.

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