Entre janeiro e julho deste ano 9.669 servidores públicos da rede de educação de Curitiba pediram afastamento. O dado é da Secretaria Municipal da Educação, que atendeu um pedido de informação do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais Curitiba (Sismuc).
O número de afastamentos por motivos de saúde, se contabilizado em dias, chega a 119.623, somando todos os trabalhadores da educação da cidade. Segundo o Sismuc, entre os fatores que causam os afastamentos, estão sobrecarga e falta de atendimento aos compromissos assumidos pela gestão com a categoria.
Somente no caso das professoras de educação infantil – mais de 6 mil trabalhadoras – a prefeitura deixa de cumprir o piso salarial nacional, além da carga-horária destinada para o planejamento, o que tem gerado protestos.
Nesta terça-feira (28), Centros Municiais de Educação Infantil (CMEIs) registraram paralisação e readequação nos atendimentos das crianças em virtude de uma ação do Sismuc pela valorização.
Ademais, está prevista manifestação do Sindicato dos Servidores do Magistério Municipal de Curitiba (Sismmac) para sexta-feira (31), às 14h, em frente à prefeitura de Curitiba.

O ato acontece concomitantemente a uma reunião entre representantes do sindicato e o prefeito Eduardo Pimentel (PSD), que prometeu rever a política salarial da categoria durante a campanha eleitoral, mas não avançou nesta questão depois de quase um ano de mandato.
Ainda nesta semana houve agressão a uma professora na Escola Municipal Wenceslau Braz, praticada pela mãe de uma aluna. A prefeitura, por meio da Secretaria de Educação, informou que “lamenta profundamente o episódio de agressão contra uma professora da rede municipal de Curitiba, ocorrido no fim da tarde de sexta-feira (24/10)”.
O caso foi atendido pela Polícia Militar (PM) e pela Guarda Municipal (GM) e um boletim de ocorrência e Comunicação de Acidente de Trabalho (CAT) aberto. O prefeito ligou para a servidora.

O Sismmac emitiu nota repudiando o episódio, mas não informou o que motivou a agressão contra a docente. “Seguiremos acompanhando a situação para garantir todo o suporte necessário”, destacou em seu site o sindicato.
A professora é mais uma servidora que agora está afastada por motivos de saúde, ligados à acidente de trabalho.