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Mais de 9,6 mil servidores da educação municipal de Curitiba pediram afastamento em 2025

Neste dia do Servidor Público, entidades sindicais da educação se mobilizam em Curitiba por melhores condições de trabalho

sala de aula vazia
Sala de aula em Curitiba | Foto: Divulgação/SME
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Entre janeiro e julho deste ano 9.669 servidores públicos da rede de educação de Curitiba pediram afastamento. O dado é da Secretaria Municipal da Educação, que atendeu um pedido de informação do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais Curitiba (Sismuc).

O número de afastamentos por motivos de saúde, se contabilizado em dias, chega a 119.623, somando todos os trabalhadores da educação da cidade. Segundo o Sismuc, entre os fatores que causam os afastamentos, estão sobrecarga e falta de atendimento aos compromissos assumidos pela gestão com a categoria.

Somente no caso das professoras de educação infantil – mais de 6 mil trabalhadoras – a prefeitura deixa de cumprir o piso salarial nacional, além da carga-horária destinada para o planejamento, o que tem gerado protestos.

Nesta terça-feira (28), Centros Municiais de Educação Infantil (CMEIs) registraram paralisação e readequação nos atendimentos das crianças em virtude de uma ação do Sismuc pela valorização.

Ademais, está prevista manifestação do Sindicato dos Servidores do Magistério Municipal de Curitiba (Sismmac) para sexta-feira (31), às 14h, em frente à prefeitura de Curitiba.

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O ato acontece concomitantemente a uma reunião entre representantes do sindicato e o prefeito Eduardo Pimentel (PSD), que prometeu rever a política salarial da categoria durante a campanha eleitoral, mas não avançou nesta questão depois de quase um ano de mandato.

Ainda nesta semana houve agressão a uma professora na Escola Municipal Wenceslau Braz, praticada pela mãe de uma aluna. A prefeitura, por meio da Secretaria de Educação, informou que “lamenta profundamente o episódio de agressão contra uma professora da rede municipal de Curitiba, ocorrido no fim da tarde de sexta-feira (24/10)”.

O caso foi atendido pela Polícia Militar (PM) e pela Guarda Municipal (GM) e um boletim de ocorrência e Comunicação de Acidente de Trabalho (CAT) aberto. O prefeito ligou para a servidora.

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O Sismmac emitiu nota repudiando o episódio, mas não informou o que motivou a agressão contra a docente. “Seguiremos acompanhando a situação para garantir todo o suporte necessário”, destacou em seu site o sindicato.

A professora é mais uma servidora que agora está afastada por motivos de saúde, ligados à acidente de trabalho.

Aline Reis

Aline Reis

Jornalista e especialista em Gestão da Comunicação, Assessoria e Marketing pela Universidade Positivo (UP). Mestra em Estudos de Linguagens pela UTFPR. Presidenta do Sindicato de Jornalistas Profissionais do Paraná.

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