Em abril, o Sindicato das Empresas de Transporte Público de Curitiba (Setransp) entrou na Justiça para pedir a suspensão da nova licitação do transporte coletivo. A entidade argumenta que é necessário concluir os estudos técnicos preliminares para definir se a melhor opção seria abrir concorrência ou prorrogar os contratos atuais. O pedido foi negado pela Justiça.
Na última semana, a Justiça rejeitou solicitação das empresas para liberar imediatamente a continuidade desses estudos. A decisão é provisória e, por enquanto, o processo segue com visibilidade restrita no sistema do Tribunal de Justiça.
Em nota, o Setransp esclareceu que não busca impedir a licitação, mas defende a conclusão dos estudos preliminares contratados pela própria URBS. Para o sindicato, interromper o processo antes da finalização das análises compromete a consistência técnica e a transparência da licitação.
Em nota o sindicato ainda ressaltou “que a decisão judicial não é definitiva, estando sujeita a recursos. A entidade permanece à disposição para colaborar com a Urbs na conclusão dos estudos, sempre com foco no interesse público e na qualidade do transporte coletivo oferecido à população.A entidade ressalta que a decisão judicial não é definitiva e que permanece à disposição para colaborar com a URBS”.

Segundo a URBS, a elaboração do edital está em fase final e ocorre em conjunto com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), o Tribunal de Contas do Estado do Paraná (TCE-PR) e o Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano de Curitiba (Ippuc). No entanto, ainda não há data oficial para publicação. Questionada sobre a possibilidade de divulgação em junho, a URBS informou que o documento ainda passa por avaliações técnicas para garantir a melhor modelagem do transporte.
Histórico da licitação
A publicação do edital já sofreu diversos adiamentos. Inicialmente prevista para de abril de 2026, foi postergada sob a justificativa de ajustes finais pelo BNDES.
Em setembro de 2025, ao firmar contrato com o banco, a prefeitura anunciou que o edital sairia em novembro, com leilão previsto para janeiro de 2026 — o que não ocorreu. Em novembro, a previsão passou a ser o primeiro quadrimestre de 2026, mas até agora não houve definição.
