O ex-prefeito de Curitiba e secretário de Desenvolvimento Sustentável Rafael Greca (PSD) desabafou nas redes sociais contra a companhia aérea Azul, que cancelou um voo nesta segunda-feira (19 de janeiro) para São Paulo. Greca faria escala em São Paulo e seguiria para Roma, onde tinha uma audiência marcada com o Papa Leão XIV, segundo ele para celebrar os 200 anos das relações diplomáticas do Brasil com a Santa Sé.
"Hoje eu aprendi, da forma mais amarga, o quanto a falta de empatia pode ser travestida de 'procedimento'", escreveu o atual secretário de Estado do Desenvolvimento Sustentável. "Diante de um atraso grave de Voo Azul – cancelado hoje – 19 de Janeiro – com impacto direto em uma viagem internacional em conexão com a italiana ITA, no trecho SP–Roma. A resposta foi sempre a mesma, repetida como um mantra frio e desumanizado: 'Não podemos fazer nada'", escreveu o ex-prefeito. "O passageiro que se vire. O prejuízo que se aceite".
Greca também culpou a operadora de turismo. "Mais grave ainda é ver uma agência de viagens contratada, Condor Turismo — paga justamente para prevenir, intermediar e resolver problemas — simplesmente se eximir de qualquer responsabilidade, adotando exatamente a mesma postura da companhia aérea", afirmou o secretário. "Hoje não falhou apenas um voo. Falhou o respeito. Falhou o compromisso. Falhou a humanidade. E quando empresas normalizam o 'não podemos fazer nada", elas deixam de ser prestadoras de serviço e passam a ser parte do problema".

Ele terminou a postagem com as hashtags #XôAzul #XôCondorTurismo e foi contestado por uma internauta. "Quer que a Azul se retire de Curitiba? A Azul já se retirou de algumas cidades. Vai ser ótimo para Curitiba limitar ainda mais o acesso de entrada e saída da cidade e todas as conexões que a Azul permite realizar", escreveu ela. "Se o voo foi cancelado, pode ter certeza que algum motivo sério (muito provavelmente envolvendo segurança de voo) eles tinham".
O ex-prefeito afirmou que sua reclamação foi feita em relação à falta de soluções e de assistência. "O ponto do meu posicionamento é outro — e é muito claro: falta de assistência, de informação e de empatia com o passageiro quando o problema ocorre. Cancelamentos podem ser necessários. O que não pode ser normalizado é o abandono, a ausência de alternativas e a postura de 'não podemos fazer nada', inclusive por parte da agência contratada para justamente intermediar e resolver esse tipo de situação".