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Curitiba terá protesto contra projeto que dificulta aborto legal

A partir das 19h desta terça-feira (11) manifestantes se encontram na praça Santos Andrade

mulheres segurando cartazes
Ato em Curitiba busca pressionar Senado contra projeto que dificulta aceso ao aborto legal | Foto: Tami Taketani/Plural.
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Nesta terça-feira (11), a partir das 19h, manifestantes se reúnem na praça Santos Andrade, em Curitiba, para protestar contra o projeto aprovado na Cãmara dos Deputados que dificulta acesso ao aborto legal.

O projeto desconsidera a resolução 258/24, do Conselho Nacional da Criança e do Adolescente (Conanda), que considera que a interrupção da gravidez não dependerá de boletim de ocorrência, de decisão judicial autorizativa ou da comunicação aos responsáveis legais nos casos em que houver suspeita de violência sexual ocorrida na família.

Organizações ligadas aos direitos humanos e o movimento feminista criticaram a aprovação do texto, que agora será votado no Senado. Para pressionar os senadores, haverá atos em diversas capitais do País, incluindo no Paraná.

O texto foi criticado também pelo Ministério das Mulheres, que emitiu uma nota na qual expressa “preocupação” com a tramitação do PDL.

Veja como votaram deputados do Paraná sobre projeto que dificulta aborto legal para meninas
Texto ainda precisa ser votado no Senado

“A necessidade dessas diretrizes é uma resposta a um cenário alarmante. Entre 2013 e 2023, o Brasil registrou mais de 232 mil nascimentos de mães com até 14 anos, idade inferior à do consentimento, ou seja, são gestações infantis decorrente de estupro de vulnerável. Embora a lei garanta o aborto legal em casos de estupro, milhares de meninas são forçadas à maternidade anualmente. Em 2023, apenas 154 meninas em todo o país conseguiram acessar esse direito”, diz a nota.

A pasta continua salientando que “a gestação forçada é a maior causa de evasão escolar feminina e leva à morte de uma menina por semana no Brasil. A resolução do Conanda, construída com a participação da sociedade civil, não ultrapassa suas funções e nem cria novos direitos, ela apenas detalha como aplicar a lei para salvar vidas. Suspender esta medida é fechar os olhos para a violência e falhar com as meninas brasileiras”.

Aline Reis

Aline Reis

Jornalista e especialista em Gestão da Comunicação, Assessoria e Marketing pela Universidade Positivo (UP). Mestra em Estudos de Linguagens pela UTFPR. Presidenta do Sindicato de Jornalistas Profissionais do Paraná.

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