Na manhã desta sexta-feira (31), o Conselho de Ética e Decoro Parlamentar da Câmara Municipal de Curitiba votou por unanimidade o parecer do processo ético-disciplinar contra o vereador Eder Borges (NOVO), recomendando a suspensão de seu mandato.
Além da relatora Laís Leão (PDT), votaram a favor Hernani (Republicanos), Jasson Goulart (Republicanos), Professor Euler (MDB) e Rafaela Lupion (PSD). O vereador Zezinho do Sabará (PSD), também membro do conselho, não esteve presente.
O relatório segue agora para o plenário, que decidirá sobre a criação de uma Comissão Processante. Essa comissão terá até 90 dias para analisar o caso e definir se a punição será aplicada. A relatora sugeriu que a definição da duração da suspensão fique a cargo do plenário, embora inicialmente tenha recomendado 120 dias.
Além da suspenção. comissão também aprovou a perda das prerrogativas parlamentares, benefícios e subsídio durante o afastamento.
Durante a sessão, a defesa de Borges alegou nulidades no processo e afirmou que buscará a Justiça para impedir a suspensão. Já a relatoria reforçou que não houve irregularidades na tramitação.

Processo ético-disciplinar
O PED 1/2026 apura a conduta do parlamentar na sessão plenária de 1º de abril. Após a participação da presidente do Sindicato dos Servidores do Magistério Municipal de Curitiba (Sismmuc), Diana Abreu, Borges fez um gesto simulando arma de fogo durante registro fotográfico institucional. Duas representações foram admitidas: uma da Corregedoria da CMC e outra apresentada por Camilla Gonda (PSB), Professora Angela (PSOL), Vanda de Assis (PT) e Vanhoni.
A composição do Conselho foi reduzida ao longo da tramitação por impedimentos e pedidos de suspeição, passando de nove para seis membros. Na reunião anterior, o processo chegou a ser adiado por falta de quórum, mas desta vez houve votação suficiente para aprovação do parecer.
