O assessor Fernando Cogrossi pediu exoneração nesta terça-feira (30) de seu cargo na Secretaria de Estado de Desenvolvimento Sustentável. A saída veio um dia depois de o vereador Guilherme Kilter (Novo) ter feito denúncias contra o servidor em suas redes sociais, classificando-o como "extremista" e exigindo sua demissão.
A briga entre Kilter e Cogrossi começou no mês passado, quando o vereador, ao lado do advogado Jeffrey Chiquini, tentou entrar no Prédio Histórico da Universidade Federal do Paraná (UFPR) mesmo depois de os dois serem informados que sua palestra no Salão Nobre havia sido cancelada. Os estudantes, indignados com o convite feito aos dois radicais da extrema-direita, haviam formado um cordão de isolamento para impedir sua entrada.
O caso acabou em tumulto e até a Polícia Militar entrou no prédio da UFPR (o que é proibido por lei). Segundo Kilter, Cogrossi teria usado suas redes sociais para pedir a morte dele por guilhotina. O post não está mais disponível. O vereador fez um primeiro vídeo dizendo que "sabia coisas" sobre Cogrossi e dizendo que, caso o secretário Rafael Greca não o exonerasse, traria as denúncias a público.
Nesta segunda (29), Kilter foi até a frente do prédio da secretaria e gravou um outro vídeo. Mostrando um print do post que pedia seu assassinato, o vereador afirmava que Greca, pré-candidato ao Governo do Paraná, estaria "financiando um extremista com dinheiro público".
Nesta terça, ao questionar a Secretaria de Desenvolvimento Sustentável, a reportagem recebeu a informação de que "o servidor solicitou sua exoneração e não integra mais o quadro da Secretaria do Desenvolvimento Sustentável".