Já tem muita gente ansiosa para descobrir se vai conseguir assistir a tudo o que gostaria na programação do Festival de Curitiba. Dá para entender, pois é preciso casar os horários e dias dos espetáculos, locais, e ainda torcer pela disponibilidade de ingressos - sempre tem aqueles espetáculos mais concorridos que esgotam voando. Então, para dar uma força aos leitores, o Plural reuniu informações que podem facilitar essa missão. Confira a seguir as sinopses das peças, os links de venda direta das entradas, a grade de horários e os locais das apresentações. (Depois, a dica é correr para comprar, principalmente se você quer ver algo nos teatros com menos lugares na plateia.)
Programação da Mostra Lucia Camargo
Link para compra de ingresso após a sinopse de cada espetáculo. Datas, horários e locais também estão na tabela ao final do texto.
Guairão - às 20h30 ou, nos domingos, às 19h
Prima Facie, com Débora Falabella
Sinopse: Em cena, Débora Falabella vive a bem-sucedida advogada Tessa, que tem acusados de violência sexual entre seus clientes. Vinda de uma família pobre, ela batalhou e venceu no complexo mundo da advocacia. Ao mesmo tempo em que experimenta o sucesso, ela precisa encarar uma crise que a obriga a rever uma série de valores e princípios, além de refletir sobre o sistema judicial, a condição feminina e as relações conturbadas entre diversas esferas de poder.
25 e 26/03 - Ingressos aqui.
É o primeiro solo de Débora Falabella, que recebeu três indicações ao Prêmio Shell: Melhor Atriz, Melhor Direção e Música.
Ray - Você Não Me Conhece, musical sobre Ray Charles
Sinopse: Uma homenagem ao consagrado músico Ray Charles, em que seu filho Ray Charles Junior se depara com o fantasma de seu pai dentro de casa, no dia seguinte ao seu enterro. Em uma atmosfera de reencontro, os dois passam a limpo questões nunca mencionadas entre eles. Um acerto de contas entre o gênio da música soul e seu anônimo primogênito. Um espetáculo íntimo e musical sobre amor e paternidade. Baseada no livro homônimo de Ray Charles Júnior, a peça conta a história do consagrado músico, deficiente visual e negro, com uma trajetória incrível como artista e ativista.
27 e 28/03 - Ingressos aqui.
Brilho Eterno, comédia com Reynaldo Gianecchini e Tainá Müller
Sinopse: O que nos faria repensar o conceito de “amor à primeira vista”? Em que momento percebemos que uma relação não deu certo ou mesmo procuramos entender os pontos de interesse em desencontro para salvar o essencial ao animal humano: a troca? Eros, o amor romântico; Ludus, o amor passageiro; Pragma, o amor maduro; Philia, a amizade; Philautia, o próprio; Storge, o amor consanguíneo, e por fim, Ágape, o amor universal. Seriam variantes de um mesmo tema? Diferentes cepas de uma pandemia? Um sintoma que exige um tratamento pontual ou um mal autoimune que requer cuidados durante toda a sobrevida? Jesse e Celine sentem a necessidade um do outro, de maneiras e intensidades diferentes. Com a detecção de uma incompatibilidade, a necessidade continua sendo o mote da relação do casal, mas não a do amor dependente, cinematográfico e de últimos capítulos. Que o amor gera sofrimento todos sabemos, ao menos aqueles que já amaram, de fato. O quanto as pessoas estão disponíveis a assumir esses momentos de sofrimento durante a vida?
A peça conquistou quatro prêmios, incluindo o de "Melhor Espetáculo" no Prêmio Bibi Ferreira.
29/03, às 20h30, e 30/03, às 19h - Ingressos aqui.
O Céu da Língua, de Gregorio Duvivier
Sinopse: Gregorio Duvivier tem na língua portuguesa não somente uma pátria, mas uma obsessão. Ou, como dizem os jovens, um hiperfoco. Afinal, a palavra é uma fonte inesgotável de humor, desde os primórdios. No Princípio era o Verbo, disse Deus. E logo em seguida vieram os erros de concordância. O mesmo Deus disse: Faça-se a Luz. Mas disse pra quem? E por que? Disse porque a palavra inaugura um mundo. Daí o termo o “Céu da Língua”: foi a língua, afinal, que nos pariu. Nos pariu como povo, mas também como humanidade. O espetáculo mistura Stand Up Comedy com poesia falada e uma dramaturgia que costura tudo. Stand up poetry? Linguistic comedy? Como preferir. Gregório prefere na nossa língua: Comédia Poética.
O espetáculo de Gregorio Duvivier tem direção de Luciana Paes e fez temporada em Portugal e no Rio de Janeiro
02 e 03/04 - Ingressos aqui.
Avesso do Avesso, com Heloísa Périssé e Marcelo Serrado
Sinopse: Histórias de supostos casais, vividas pelos atores Heloísa Périssé e Marcelo Serrado. Seus personagens vão ganhando vida em esquetes, que se misturam entre a troca de um casal para outro. Qual será o Avesso do Avesso? É o que será visto nesta comédia, em que tudo é levado pela dupla com rapidez, sarcasmo e a paixão, que não pode faltar em histórias de amor.
05/04, às 20h30, e 06/04, às 19h - Ingressos aqui.
Guairinha - às 20h30 ou, nos domingos, às 19h
Daqui Ninguém Sai, produção do Teatro de Comédia do Paraná, com direção de Nena Inoue
Sinopse: “Daqui Ninguém Sai”, novo espetáculo do TCP do Teatro Guaíra, apresenta mais de 30 contos de Dalton Trevisan e trechos de cartas inéditas do autor. Numa noite chuvosa, jovens entram num casarão abandonado, ocupado por figuras misteriosas. Entre elas, o velho João, guardião da obra de Dalton Trevisan, escritor que os jovens desconhecem. De repente, uma ameaça externa os aprisiona ali e eles não podem adormecer. Durante essa noite de insônia, os contos “Daltonianos” revelam quem são essas criaturas.
Dalton Trevisan completaria 100 anos em 2025, a montagem contou com a participação do escritor curitibano no início do processo de criação.
26 e 27/03 - Ingressos gratuitos.
Alaska, com Rodrigo Pandolfo na direção e no elenco
Sinopse: No estado do Alaska, enquanto uma nevasca cai do lado de fora, Henry, uma figura solitária, é surpreendido por uma insistente batida em sua porta. Trata-se de uma visita desconhecida: Rosannah (Louise D’Tuani), uma jovem desesperada, vestida de noiva, que, após dirigir ininterruptamente por duas semanas até ali, se atira para dentro da cabana. Exausta, ela vomita algumas palavras, na tentativa de acalmar suas angústias. Ambos estão feridos pela cruel montanha russa da vida. Dois estranhos fugindo da própria realidade e, se possível, de qualquer contato humano. Se veem confrontados pelo destino, presos no mesmo espaço-tempo, longe de tudo e de todos, obrigados a enxergar suas verdades.
É a primeira vez que Rodrigo Pandolfo dirige e atua ao mesmo tempo em um espetáculo.
29/03, às 20h30, e 30/03, às 19h - Ingressos aqui.
Rei Lear, Shakespeare encenado por drag queens
Sinopse: Lear, rei da Bretanha, decide dividir o reino entre as suas três filhas, Cordelia, Regan e Goneril. Porém, Cordelia se recusa a participar do ritual de passagem da coroa e o rei, furioso, a condena ao exílio. O exílio de Cordelia põe em marcha a completa desagregação do reino. Sem coroa, traído pelas filhas e vendo seu reino à beira da guerra, Lear afunda em uma espiral de loucura.
Alexia Twister conquistou indicação ao Prêmio Shell de Teatro como Melhor Ator por seu papel na montagem.
31/03 e 01/04 - Ingressos aqui.
Júpiter e a Gaivota, É Impossível Viver Sem o Teatro
Sinopse: No espaço vazio de um palco, mais uma companhia latino-americana precisa fazer teatro. Encarando as escuras águas do lago tchekhoviano, eles fitam o não-saber dos tempos que virão. O “logo-depois”, é aí onde estão. Júpiter está irado, o mitificador está sempre à espreita e todas as espécies de gaivotas continuam sendo abatidas em pleno voo por homens que não sabem o que fazer com seus próprios egos. Os tempos não estão fáceis, nem para a companhia e nem para o público. Suas incertezas abraçam suas obsessões e é preciso carregar a cruz e suportar, e, entre taquicardias, ansiedades e gotas de passiflora, uma personagem resolve o enigma: é impossível viver sem o teatro!
A partir de uma leitura feminina, contemporânea e brasileira da obra ‘A Gaivota’, do russo Anton Tchékhov, a companhia cria uma nova escritura cênica.
03 e 04/04 - Ingressos aqui.
Nebulosa de Baco, da companhia curitibana Stavis-Damaceno
Sinopse: Nova criação da premiada Cia.Stavis-Damaceno (de A Aforista), inspirada na obra do Nobel de Literatura, Luigi Pirandello, traz à cena uma atriz que não consegue chorar. Ajudada por outra atriz mais experiente, ela se prepara para atuar em uma peça sobre a conflituosa relação entre uma filha e o seu pai. Uma peça dentro de outra (uma dramática, a outra cômica) em que, como em nossos dias, são constantemente embaralhadas as noções entre o que é real e o que é inventado, entre o que é verdade e o que é mentira, entre o que é e o que parece, mas não é.
A peça foi sucesso de críticas na estreia no Rio de Janeiro e será apresentada pela primeira vez em Curitiba.
05/04, às 20h30, e 06/04, às 19h - Ingressos aqui.
Teatro José Maria Santos - sempre às 18h30
Cabaré Haikai, sobre a obra de Paulo Leminski
Sinopse: No palco, os atores se debruçam sobre a obra literária e musical de Leminski, um artista reconhecido por explorar formas alternativas e experimentais, valorizando a liberdade criativa. Ao mesmo tempo, a peça mostra como o poeta utilizava a arte como forma de resistência cultural, expressão da individualidade e ferramenta para desafiar as normas pré-estabelecidas, como uma forma de celebrar a vida e o legado do poeta, escritor e músico curitibano, que faria 80 anos em 2024. A montagem também aborda como as suas reflexões e produções questionam a função da arte no contexto sociocultural brasileiro.
25 e 26/03 - Ingressos aqui.
Língua, discute os impasses de comunicação e foi criada em português e em Libras
Sinopse: Uma mãe prepara uma festa de aniversário para seu filho surdo que cresceu rodeado de pessoas ouvintes. O encontro, que reúne um pequeno grupo de amigos do rapaz, revela não só afetos, dilemas e a diferença cultural entre eles. Além disso, convida-nos a perceber como lidamos com a distância entre aquilo que se sente e a tentativa de dizê-lo.
O enredo do espetáculo foi criado em português e em Libras, para refletir sobre dificuldades da comunicação universal, sem colocar a condição de surdez como tema central da história.
28 e 29/03 - Ingressos aqui.
A Última Ceia, peça-jantar
Sinopse: Um grupo de pessoas se senta em uma mesa para sua última refeição. Alguém avisa que vai morrer. O grupo não vai mais existir. É uma despedida. Poderia ser uma ficção, mas nem sempre é. Essa noite ninguém vai ser salvo. Na peça-jantar, a companhia parte da Bíblia para atualizar, a partir das suas vivências, a ideia de morte e ressurreição. Como continuar só, quando o coletivo não mais exista? Quem conta as histórias de corpos que já não podem mais falar? A peça-jantar parte do famoso quadro homônimo de Leonardo Da Vinci e do acontecimento bíblico para se perguntar: como criar uma imagem final que persista, ainda que aquele grupo não exista mais?
O espetáculo estreou em 2024 no Kunstenfestivaldesart (Bruxelas), e seguiu para o Kaserne Theatre (Basel), Theaterformen (Braunschweig), Berlim (Sophiensaele) e também esteve em cartaz em São Paulo.
31/03 e 01/04 - Ingressos aqui.
Homens Pink, celebra o orgulho da ancestralidade LGBT+
Sinopse: Homens Pink é um espetáculo documental criado a partir dos depoimentos de um grupo de senhores gays. Infâncias fora da norma, juventudes à sombra do regime militar, o fervo como resistência, a devastação da AIDS, a passagem do tempo sob o ponto de vista dos sobreviventes. Memórias ameaçadas de apagamento registradas em documentos, objetos, fotos e vídeos de acervos particulares, que misturam-se às lembranças do ator e compõem um espetáculo que celebra o orgulho das ancestralidades dissidentes.
O projeto nasce de um premiado filme documentário, agora com versão para os palcos.
02 e 03/04 - Ingressos aqui.
Sebastião, musical inspirado no livro "Um Bar Chamado Patrícia"
Sinopse: A partir do livro "Um Bar Chamado Patrícia", de Bosco Fonseca, sete drag queens contam, cantam e compartilham o mito de São Sebastião, antes da canonização, como metáfora para falar de suas experiências como homens gays dentro do Bar Patrícia – o primeiro bar LGBT de Manaus, que existiu durante a Ditadura Militar. A obra reivindica o direito de existir, amar e ser livre, em plenitude.
O musical leva ao palco questionamentos e afirmações sobre corpos que ainda são postos à margem dos cuidados e direitos.
05 e 06/04 - Ingressos aqui.
Teatro da Reitoria - sempre às 20h30
Ao Vivo, dentro da cabeça de alguém, da Cia Brasileira de Teatro com Renata Sorrah, Rodrigo Bolzan, Rafael Bacelar, Bárbara Arakaki e Bixarte
Sinopse: Com texto original e direção geral de Marcio Abreu, que parte da pesquisa e questionamentos atuais da companhia relativos à memória, sonho e tempo. A obra é, também, uma ficção sobre uma suposta biografia de alguém, de uma artista e convida o público a entrar dentro da cabeça dessa pessoa; para conhecer suas memórias, sonhos e imaginário, projeções de futuros, percorrendo imagens recentes da história do Brasil e do mundo com um olhar para as histórias singulares e coletivas da sociedade brasileira.
Com Renata Sorrah, Rodrigo Bolzan, Rafael Bacelar, Bárbara Arakaki e Bixarte.
27 e 28/03 - Ingressos aqui.
Bom Dia, Eternidade, com atores e atrizes espelhados por músicos com mais de sessenta anos
Sinopse: Quatro irmãos idosos, que sofreram um despejo quando crianças, recebem a restituição do terreno após quase 60 anos e se encontram para decidir o que fazer. O tempo se embaralha em um jogo de cortinas e um mosaico de histórias reais e ficcionais é costurado no quintal da antiga casa, acompanhado de um bom café e de um velho samba. Em cena, uma banda de quatro músicos com mais de sessenta anos em um jogo friccional, com as narrativas dos atores/atriz d`O Bonde. Um espetáculo que descortina a realidade do passado olhando para o presente.
Em cena, os atores/atriz são espelhados por músicos com mais de sessenta anos, alguns influentes pré bossa-nova, em jogo cênico carregado de simbolismo.
30 e 31/03 - Ingressos aqui.
In On It, com Emílio de Mello e Fernando Eiras
Sinopse: Na peça, existem três diferentes realidades que se cruzam: a peça, o espetáculo, e o passado. A montagem é a história de Ray, que acontece com um estilo mais teatral do que os outros dois planos. O espetáculo é o que acontece aqui e agora, u ma discussão entre os dois personagens acerca sobre a montagem e a relação entre eles. O passado fala de como a relação entre os dois personagens se iniciou e se desenvolveu.
Grande sucesso de público e crítica, o espetáculo estrelado por Emílio de Mello e Fernando Eiras, volta depois de 15 anos, com temporada esgotada em 2024.
02 e 03/04 - Ingressos aqui.
Trivial, Um Espetáculo de B-Boys, com bailarinos da periferia
Sinopse: O espetáculo busca, em diferentes cenas, criar um paradoxo em trivialidades cotidianas de jovens dançarinos de periferia e a realidade diária de profissionais liberais, pais de família e membros de uma sociedade desigual, em que dançar breaking é a forma de expressão e profissão que sustenta esses artistas emocional e financeiramente. Em TRIVIAL, o cotidiano e o comum tomam outro sentido.
O premiado espetáculo porto alegrense de dança urbana com seis bailarinos da periferia, fala do cotidiano e das dificuldades que vivem e do preconceito com a expressão artística.
04 e 05/04 - Ingressos aqui.
Caixa Cultural Curitiba - às 20h30 ou, nos domingos, às 19h
No Estoy Solo, de Iván Haidar
Sinopse: No Estoy Solo é uma perspectiva sobre relacionamentos. Propõe uma fronteira, entre dois e um, entre companhia e solidão, entre presença e ausência. Está situado em um mundo onde as conexões não são apenas físicas e reflete sobre o que percebemos em diferentes tipos de encontros. O corpo é o eixo do trabalho: a carne, os ossos, o coração, a respiração, a pele, as emoções, a alma. São os restos, a ausência de um outro, a memória do que resta.
Na montagem, o premiado performer argentino usa o toque como ferramenta para ativar os sentidos como comunicação.
25 e 26/03 - Ingressos aqui.
El Desmontaje, de Jimena Márques
Sinopse: Jimena Márques se coloca no palco para desmontar a experiência teatral mais relevante de sua vida: um híbrido entre conferência, documentário e peça de teatro, que coloca sobre a mesa uma história não contada, em que o mito de Dionísio se cruza com acontecimentos biográficos, que dialogam com um documentário que testemunham diversas personalidades do teatro nacional uruguaio.
A dançarina, coreógrafa, atriz, diretora e professora de literatura abre a possibilidade de redefinição da cena, questionando diferentes formas possíveis.
29/03, às 20h30, e 30/03, às 19h - Ingressos aqui.
Gaviota, drama com um elenco feminino
Sinopse: Em “Gaviota”, a vida lembra o palco abandonado e carcomido da peça à beira de um lago, com o vento balançando a cortina ao ar livre, que soa como o grito dos derrotados. Masha tenta juntar os pedaços dessa história de amores que não correspondem, de sonhos que se desfazem quando são realizados e da dor que se acumula ao longo dos anos.
O espetáculo argentino desafia as convenções teatrais com um elenco feminino notável, em que quase não há limite entre encenação e público.
31/03 e 01/04 - Ingressos aqui.
Teatro Cleon Jacques - às 20h30
O Fim É Uma Outra Coisa, de Zora Tikar Santos
Sinopse: Esta é uma viagem de sabores, cheiros e sons por meio do espaço-tempo de um universo em que matéria e sonho não se separam, assim como as dimensões de festa e guerra, veneno e antídoto, ervas e feitiços. Ingredientes cortados com facas perigosas e temperados com boas doses da ironia da vida, para serem jogados em um panelão, mexidos com uma colher de pau antiga e aquecido por máquinas que induzem o fogo. Embora essa mistura nunca esteja suficientemente pronta, ela será oferecida para quem quiser se alimentar. No entanto, este não será o fim.
A montagem foi premiada no 8º Prêmio Leda Maira Martins, a atriz e pesquisadora da culinária afro mineira, Zora Tikar Santos, trabalha com saberes alquímicos e ancestrais em um jogo entre suas memórias, sonhos e as influências indígenas e negras no país”
04 e 05/04 - Ingressos aqui.
Teatro Paiol - às 20h30
Monga, de Jéssica Teixeira
Sinopse: Continuidade da pesquisa de Jéssica Teixeira iniciada no seu primeiro solo "E.L.A" (2019), em que o seu corpo estranho se fez matéria bruta para suas construções dramatúrgicas.
Não tenho medo do meu corpo. Se eu tivesse, vocês ficariam mais à vontade? Se uma pessoa sente medo da outra, ela se torna uma pessoa capaz de fazer qualquer coisa com essa outra. De onde vem esse medo? Já pensou até onde isso pode levar? Já adianto que não confio nas pessoas que conseguem esconder seus medos, nem nas que fingem estar tudo bem. Mas, tenho até amigos que são assim. Então sintam-se convidados! Se acheguem, pois serão muito bem-vindos. Temos cachaça. É cortesia daqui de casa.
26 e 27/03 - Ingressos