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Prestes a ser privatizada, Celepar faz contrato de comunicação no valor de R$ 2,4 milhões

Prestes a ser privatizada, Celepar faz contrato de comunicação no valor de R$ 2,4 milhões
A Celepar, próxima estatal que pode ser privatizada por Ratinho Júnior. Foto: AEN
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Em meio ao processo de privatização, a Celepar (Companhia de Tecnologia da Informação e Comunicação do Paraná) firmou um contrato com a E-Paraná no valor máximo de R$ 2.409.559,90, para “atividades de consultoria de comunicação e produção de conteúdo”. A E-Paraná Comunicação é um serviço social autônomo, sem fins lucrativos, vinculada à Secretaria de Estado da Comunicação (Secom) do governo de Ratinho Júnior (PSD). O contrato foi feito sem licitação.

No documento, a Celepar informa que “não possui estrutura técnica ou expertise para o exercício das funções essenciais à criação, produção, edição, divulgação, distribuição de conteúdos digitais audiovisuais e assessoria de comunicação” e que a qualidade e o alcance dos serviços prestados pela companhia “dependem da assessoria de comunicação para otimizar as informações junto aos principais veículos de imprensa e mídias sociais”.

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O contrato tem validade de 13 meses e foi assinado pelo diretor-presidente da E-Paraná Comunicação, Rafael Chinasso Fernandez Segura; pelo diretor-presidente da Celepar, André Gustavo Souza Garbosa; pelo secretário da Comunicação, Cleber de Oliveira Mata; e pelo Diretor Administrativo Financeiro e Jurídico da Celepar, Guilherme de Abreu e Silva.

Entre os clientes da E-Paraná estão TV Paraná Turismo, Secom, Teatro Guaíra, Secretaria da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Secretaria da Agricultura e Abastecimento, Detran-PR, Junta Comercial do Paraná e Secretaria da Educação.

A ausência de licitação em contratos firmados pela Celepar vem sendo contestada pela oposição a Ratinho Jr. (PSD) na Assembleia Legislativa do Paraná e já foi alvo de questionamentos por parte do Ministério Público do Paraná (MP-PR)

Em maio, a promotora Claudia Cristina Rodrigues Martins Maddalozzo determinou a instauração de uma nova investigação para apurar possíveis irregularidades em dois contratos firmados sem licitação, no valor total de R$ 9,8 milhões, também assinados durante o processo para privatizar a empresa.

O processo de inexigibilidade de licitação 1588/2025 resultou na contratação da consultoria Ernst & Young Assessoria Empresarial, no valor de R$ 8.776.412, para estudos no âmbito da privatização. A vigência vai de 7 de fevereiro deste ano a 6 de agosto de 2026, para prestação de serviços de assessoria técnica voltados ao estudo, à análise e à operacionalização da desestatização.

O outro processo com dispensa de licitação é o 1925/2025, que envolveu a contratação do escritório Stocche, Forbes, Passaro e Campos Sociedade de Advogados, para assessoramento jurídico especializado no âmbito da privatização. O valor é de R$ 1.097.250,00, com vigência entre 19 de fevereiro deste ano e 18 de agosto de 2026.

O MP-PR e o Tribunal de Justiça do Paraná já pediram esclarecimentos sobre o processo de privatização da companhia.

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O objetivo de Ratinho Júnior é privatizar a Celepar até o fim deste ano. No início do mês, a Comissão de Fiscalização e Transparência do Senado realizou uma audiência pública para debater a desestatização da companhia, já que haveria riscos em relação a dados sensíveis nas áreas de segurança pública e saúde, além de dados fiscais de empresas e cidadãos. O presidente da Celepar, Gustavo Garbosa, não participou.

A reportagem entrou em contato com a assessoria da Celepar e com a E-Paraná e fica à disposição no caso de alguma manifestação.

Veja o que já foi publicado sobre a privatização da Celepar

José Marcos Lopes

José Marcos Lopes

Jornalista formado pela UFPR.

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