Nesta semana a Câmara de Toledo, oeste do Paraná, cassou os vereadores Dudu Barbosa (MDB) e Valdomiro Bozó (PL). Eles foram condenados por corrupção, após pedirem R$ 300 mil em propina para uma empresa com a promessa de aprovar um projeto de li para construção de uma central de geração hidrelétrica. O nome da empresa não foi divulgado pelas autoridades.
A dupla foi condenada no judiciário a sete anos de prisão, após denúncia do Ministério Público do Paraná (MPPR). As investigações apontaram que, em 31 de outubro de 2024, os vereadores solicitaram a um representante da empresa o repasse para aprovação de matéria que tinha como objeto a regularização de uma servidão de passagem que seria importante para a colocação de tubulações necessárias à construção de uma Central de Geração Hidrelétrica (CGH) no Rio São Francisco.
A decisão, da qual cabe recurso, determinou o regime semiaberto para o início do cumprimento das penas de reclusão. Eles vão recorrer da decisão.
No legislativo, na sessão suplementar realizada nesta terça-feira (19), a cassação dos mandatos foi definida em segundo turno. Na condenação obtida pelo MPPR eles já tinham perdido os cargos públicos.

Os pedidos de cassação haviam sido aprovados na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) e no Conselho de Ética e Decoro Parlamentar. Na quarta-feira (20) a resolução foi publicada em diário oficial, e agora a Câmara de Toledo deve chamar os suplentes.
As vagas serão ocupadas por Professor Genário (MDB) e Geraldo Weisheimer (PL).
Apesar da cassação, Bozó manteve, até a manhã desta quinta-feira (21), a descrição de “vereador na Câmara Municipal de Toledo/PR” nas redes sociais. Já Dudu Barbosa usa a frase “não se faz justiça cometendo injustiça” em suas redes.
