A Prova Rústica Tiradentes, realizada no último domingo (19), virou alvo de questionamentos após indícios de que os dados de mais de 8 mil inscritos foram acessados indevidamente. A suspeita surgiu quando corredores passaram a receber, dias antes da prova, e-mails e mensagens de WhatsApp com desejos de boa sorte vindos de contatos ligados ao gabinete do deputado estadual Do Carmo (Podemos). O uso das informações privadas, cedidas apenas para a inscrição no evento municipal, levanta o debate sobre o cumprimento da LGPD por parte da Prefeitura de Maringá.
Diante da gravidade, na última quarta-feira (22), a vereadora Professora Ana Lúcia (PDT) protocolou requerimento na Câmara Municipal cobrando explicações sobre quem teve acesso a base de dados e como os disparos foram viabilizados. No entanto, o pedido perdeu fôlego no Legislativo no mesmo dia. Não alcançou o número de assinaturas necessário para tramitar com urgência, o que acaba atrasando uma resposta oficial sobre a segurança das informações dos cidadãos.
Enquanto a prefeitura conduz um processo administrativo interno para apurar a falha, o gabinete do deputado nega qualquer irregularidade no uso das listas e afirma que também registrou boletim de ocorrência para investigar a origem das mensagens. Entre os dias 18 e 19 de abril, a Secretaria de Esportes também registrou um episódio de vandalismo em sua sede, fato que ocorre paralelamente às investigações sobre o vazamento, mas sem ligação direta confirmada até o momento. O caso da Prova Tiradentes segue sob análise da sindicância municipal e aguarda nova movimentação na Câmara para avançar na investigação do nível de exposição dos dados e as eventuais responsabilidades pelo incidente.