Neste mês o Intercept Brasil publicou newsletter na qual traça um perfil do vereador da Câmara de Curitiba, Rodrigo Marcial (NOVO), autor do “Dossiê Moraes”. Entre as informações, consta um contrato da empresa MedHealth, comandada pelo parlamentar, que em 2021 foi contratada por meio de pregão eletrônico para atender os servidores da Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR).
Apesar do discurso ultraliberal na Câmara, a empresa venceu o pregão eletrônico para oferecer plano de saúde aos servidores da UTFPR pelo valor de R$ 33 milhões. A instituição tem campus em treze cidades do Paraná e, para isso, precisava que a empresa vencedora do contrato tivesse esta capilaridade, coisa que a MedHealth à época, não conseguiu atender. No dia 9 de agosto, por e-mail, a reportagem entrou em contato com o parlamentar para saber sobre a tentativa de recebimento de dinheiro público, apesar do discurso liberal. A mensagem não foi respondida.

Pelas redes sociais, o parlamentar acusou a reportagem do Intercept de propagar “fake news” e afirmou que não recebeu dinheiro público – apesar de ter tentado. “Minha empresa foi vítima de um processo ilegal e direcionado”, criticou o parlamentar (veja aqui o post).
A UTFPR, por sua vez, afirmou que a rescisão ocorreu em maio, em razão “do descumprimento de obrigações estabelecidas no edital licitatório por parte da própria MedHealth”.
A empresa não chegou a receber dinheiro da Universidade porque, depois de diligêmncias realizadas pela instituição, foi constatado que a empresa descumpria exigências do edital “como a vedação à subcontratação e a obrigação de dispor de uma rede descentralizada de médicos e laboratórios para atendimento nas 13 cidades onde a Universidade possui campus”, explica a instituição.
O plano de saúde dos servidores da UTFPR foi criado em 1994 e é custeado com aporte dos servidores, ou seja, sem recurso da instituição. Atualmente é operado pela Unimed Curitiba, vencedora do último processo licitatório.