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Projeto que tira nomes de escravocratas de ruas de Curitiba sofre derrota, mas ainda pode ser aprovado

Relatora alegou que proposta pode causar apagamento histórico na cidade

Projeto que tira nomes de escravocratas de ruas de Curitiba sofre derrota, mas ainda pode ser aprovado
Giorgia Prates, autora do projeto. Foto: Tami Taketani/Plural

O projeto de lei que tenta retirar nomes de escravocratas de ruas e outros logradouros de Curitiba recebeu quatro votos contrários e apenas dois favoráveis na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara Municipal nesta terça-feira (24). Apesar da derrota, o projeto segue tramitando, uma vez que para o arquivamento são necessários cinco votos declarando a inconstitucionalidade.

A proposta, apresentada pela vereadora Giorgia Prates (PT), segue uma tendência que tem sido cada vez mais comum em países que passaram por ditaduras e experiências de opressão contra minorias - a redesignação de ruas, praças e prédios evita a perpetuação da homenagem a quem cometeu crimes contra a humanidade.

No entanto, a relatora da proposta na CCJ, Rafaela Lupion (União), alegou que a mudança dos nomes poderia causar um "apagamento histórico". O parecer da relatora teve apoio de três membros da comissão: Toninho da Farmácia (PSD), Da Costa do Perdeu Piá (União), Fernando Klinger (PL) e Tiago Zeglin (MDB). A pr'[opria Rafaela não estava presente e não votou.

A favor da constitucionalidade votaram Camila Gonda (PSB) e Jasson Goulart (Republicanos).

O regimento da Câmara prevê que, quando não há cinco votos pelo arquivamento nem pela aprovação, seja designado um novo relator na CCJ. Caso o novo relatório não obtenha maioria, é possível que o projeto siga para votação em outras comissões e no plenário sem aprovação da constitucionalidade.

Rogerio Galindo

Rogerio Galindo

Jornalista, um dos fundadores do Plural.

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