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Primo de Rosângela Moro, dono da Construtora Triunfo foi preso em 2018; Sergio Moro abriu mão de julgar o processo

Construtora teve falência decretada nesta semana pela Justiça

Primo de Rosângela Moro, dono da Construtora Triunfo foi preso em 2018; Sergio Moro abriu mão de julgar o processo
Rosângela Moro, deputada federal por São Paulo. Foto: Cleia Viana/Câmara dos Deputados
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A Construtora Triunfo SA, que teve a falência decretada pela Justiça nesta segunda-feira (25 de maio), foi alvo da operação Lava Jato em 2018. Um dos presos durante a Operação Integração II, 55ª fase da Lava Jato, foi o dono da Triunfo Participações, Luiz Fernando Wolff Carvalho, primo da deputada federal Rosângela Moro (PL-SP), mulher do senador Sergio Moro (PL-PR). Moro, que era juiz da 13ª Vara Federal de Curitiba, abriu mão do processo.

A Operação Integração II investigou a suposta prática dos crimes de corrupção, lavagem de dinheiro, estelionato, peculato e sonegação fiscal na administração no Anel da Integração, como era chamado o programa de concessão de rodovias federais iniciada no governo de Jaime Lerner, na década de 1990. A Triunfo controlava a Econorte, que gerenciava cerca de 312 quilômetros de rodovias no Norte do Paraná.

Luiz Fernando Wolff Carvalho foi preso no dia 26 de setembro de 2018, sob suspeita de articular o pagamento de propinas para agentes públicos. O primo de Rosângela Moro foi solto menos de um mês depois, no dia 9 de outubro, por determinação do ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF).

Outro suspeito preso em 2018 foi Pepe Richa (José Richa Filho), irmão do ex-governador Beto Richa (PSDB) que era secretário estadual da Infraestrutura. A Justiça determinou ainda a prisão de Luiz Abi Antoun, primo de Beto Richa, e outras 14 pessoas. Antoun era suspeito de repassar propinas para Beto Richa. O primo do governador estava fora do país na época e não chegou a ser preso. Ele morreu em fevereiro de 2022, em um acidente automobilítico.

Segundo a Polícia Federal na época, autoridades do governo do Paraná agiam em benefício das concessionárias em troca do pagamento de propina. Beto Richa foi preso no dia 25 de janeiro de 2019, na 58ª fase da Lava Jato, um desdobramento da Operação Integração II (ele já havia sido preso na Operação Rádio Patrulha, em setembro de 2019). Richa foi solto no dia 1º de fevereiro de 2019, por determinaão do presidente do Superior Tribunal de Justiça (STJ), João Otávio de Noronha.

Em família

Logo após Luiz Fernando Wolff Carvalho ser preso, Sergio Moro declarou que não conhecia o empresário. O então juiz alegou excesso de trabalho para não assumir os processos relativos à Operação Integração 2 e afirmou que o caso não tinha ligação direta com a Petrobras (que era o alvo da Lava Jato).

O parentesco foi apontado pelo professor da UFPR Ricardo Oliveira, que estuda a genealogia dos políticos paranaenses. De acordo com Oliveira, Rosângela Wolff Moro e Luiz Fernando Wolff Carvalho ainda são primos do ex-governador Beto Richa e do ex-prefeito Rafael Greca.

José Marcos Lopes

José Marcos Lopes

Jornalista formado pela UFPR.

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