O MDB do Paraná escolheu neste sábado (31) o deputado Anibelli Neto como seu presidente. Na disputa interna, ele derrotou Roberto Requião, que afirmou estar de saída do partido. Inicialmente, ele disse que poderia ir para o PSB, mas o clima na legenda não é dos melhores para a chegada de Requião. Outra opção na mira do ex-senador é o PDT, de Ciro Gomes. O presidente nacional da legenda, Carlos Lupi, vem a Curitiba na semana que vem e tem na agenda uma conversa com Requião sobre sua possível filiação.
Caso vá para o PDT, a ideia é que Requião possa construir uma aliança de partidos de oposição a Ratinho Junior que tenha condições de derrotar a tentativa de reeleição do atual governador.
A troca de partido tem o objetivo ainda de conseguir espaço político para seu filho, o deputado estadual Requião Filho. Caso o MDB fique nas mãos de Anibelli Neto, o herdeiro político de Requião terá dificuldade em conseguir o apoio dos correligionários para alçar voos mais altos.
Assim como no PSB, entretanto, há dificuldades para Requião no PDT. Uma delas é o deputado federal Gustavo Fruet, que saiu do MDB por divergências com Requião e desembarcou com seu grupo no PDT há cerca de dez anos.
A conjuntura nacional também pode dificultar a mudança. Requião é visto como um aliado fiel de Lula. Por isso, há certa desconfiança entre os apoiadores de Ciro Gomes. Eles temem que, com Requião, Ciro não tenha palanque para fazer campanha no Paraná no ano que vem.