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Pedido de investigação contra Guilherme Kilter por quebra de decoro é formalizado na Câmara de Curitiba

Pedido protocolado por Giorgia Prates tem como base atuação do vereador na Assembleia Legislativa

Pedido de investigação contra Guilherme Kilter por quebra de decoro é formalizado na Câmara de Curitiba
Guilherme Kilter, acusado de quebra de decoro. Foto: Tami Taketani/Plural
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Marya Marcondes, aluna de Jornalismo da UFPR
Sob orientação de Rogerio Galindo

A vereadora Giorgia Prates (PT) levou à Mesa Diretora da Câmara Municipal de Curitiba uma representação em que pede a abertura de processo por quebra de decoro parlamentar contra o vereador Guilherme Kilter (Novo). O pedido se apoia no Código de Ética e Decoro da Casa e solicita que a conduta do vereador seja formalmente analisada.

O episódio que motivou a ação ocorreu em 9 de março, na Assembleia Legislativa do Paraná (Alep). Na data, Kilter foi até a Alep acompanhar uma reunião do Conselho de Ética que discutiria representações envolvendo o deputado estadual Renato Freitas (PT). A sessão acabou cancelada por falta de quórum, mas, de acordo com o relato encaminhado à Câmara, o vereador permaneceu no local gravando vídeos, circulando pelos corredores e publicando críticas a deputados nas redes sociais.

A representação menciona ainda um bate-boca com Renato Freitas e a exposição de parlamentares estaduais em conteúdos posteriores na internet. A atuação de Kilter dentro da Assembleia provocou reações públicas de deputados de diferentes siglas, que falaram em constrangimento institucional e questionaram o comportamento adotado nas dependências do Legislativo estadual.

Na avaliação de Giorgia Prates, o caso extrapola divergências políticas e acende um debate sobre os limites do mandato. Para ela, o exercício do cargo exige responsabilidade no trato com outras instituições e, quando há suspeita de abuso, cabe ao próprio Parlamento acionar os instrumentos de controle previstos no Código de Ética. A iniciativa tem apoio de outros vereadores da oposição em Curitiba, que acompanham o protocolo.

Se a Mesa Diretora entender que o pedido preenche os requisitos formais, o processo é encaminhado à Corregedoria da Câmara, que fica responsável por apurar se houve infração ético-disciplinar. A partir daí, o procedimento pode ser arquivado ou seguir em frente, com direito à defesa do vereador e parecer final. As punições possíveis vão desde uma censura pública até a cassação do mandato, dependendo do enquadramento e da gravidade da conduta.

Giorgia afirma que pretende acompanhar de perto o andamento interno. Segundo ela, a expectativa é de que a Câmara trate o caso com seriedade e estabeleça um parâmetro sobre o que considera aceitável — ou não — na atuação de seus integrantes em relação a outras instituições e ao uso da visibilidade do mandato nas redes sociais.

Marya Marcondes

Marya Marcondes

Estagiária do Jornal Plural. Estudante de Jornalismo da UFPR. Palmeirense e colecionadora de hobbies.

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