O mural com a imagem do cantor Ray Charles sorrindo, que se tornou um ícone do Centro de Curitiba na última década, foi definitivamente apagado nesta quarta-feira (8). O painel, que ficava na lateral do edifício A Muralha, na Marechal Deodoro, foi coberto por tinta branca durante o dia.
Há três semanas, o condomínio começou a pintar a parede lateral, uma empena (parede lisa, sem janelas), alegando que o painel de Ray Charles já estava desgastado e que o estacionamento de dois andares construído ao lado estava obstruindo a visão da obra de qualquer maneira. Desde lá, a Fundação Cultural de Curitiba se ofereceu para intermediar uma solução que mantivesse o painel, mas aparentemente não houve uma proposta que resolvesse a situação.
O painel de Ray Charles foi pintado em 2013 por Leandro Cínico, como parte de um projeto financiado pela própria Fundação de Curitiba, coordenado por Celestino Dimas. O outro painel do projeto, que retratava o personagem de Jack Nicholson em "O Iluminado", pintado por Eduardo Melo, o "Artestenciva", foi apagado no fim de 2022.
Agora, dos três painéis gigantes da mesma safra, sobrou apenas um que retrata uma cena de um filme de Woody Allen, na lateral da Biblioteca Pública do Paraná. Esse, pintado pelo próprio Celestino Dimas, foi financiado pela iniciativa privada.