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Moradores se unem contra corte de árvores na Arthur Bernardes

Moradores se unem contra corte de árvores na Arthur Bernardes
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Um grupo de moradores da Santa Quitéria se reuniu para um protesto neste sábado (8) contra o corte de centenas de árvores na Avenida Arthur Bernardes. A Prefeitura de Curitiba anunciou a intenção de criar um mini terminal de ônibus na região, o que exigiria, segundo os cálculos dos manifestantes, o extermínio de 237 árvores no largo canteiro central da avenida.

Entre as árvores que seriam cortadas estão várias araucárias, espécie ameaçada de extinção e que serve de símbolo para a cidade e o estado. A situação é parecida com o que ocorreu no ano passado na Avenida Victor Ferreira do Amaral, no Tarumã, onde a Prefeitura devastou o meio ambiente em nome de mais espaço para o asfalto. No entanto, o número de árvores a serem cortadas na Santa Quitéria é muito maior.

A Prefeitura defende a obra dizendo que é um modo de melhorar a circulação do Inter 2, uma das linhas de ônibus mais utilizadas pelos curitibanos e que passa na região. A melhoria do trajeto já foi o motivo da criação de um viaduto na Mario Tourinho, algumas quadras acima do ponto que está sob discussão agora.

Cartaz contra corte de árvores. Foto: Lucineia Dobrychlop

O protesto deste sábado contou com dezenas de moradores que levaram cartazes pedindo que as árvores sejam ocupadas. A manifestação começou às 11h da manhã e incluiu uma caminhada que começou na Fonte de Jerusalém, que marca o início da Arthur Bernardes.

Estiveram presentes ao protesto a vereadora Giórgia Prates (PT) e o deputado estadual Goura (PDT), que tem feito manifestações constantes contra a obra, que julga desnecessária.

"A comunidade fala na indignação do corte por conta das crises climáticas que acontecem no planeta. Mas também sentimos pela mudança da paisagem", afirma a professora Lucineia Dobrychlop. "Esse é o nosso espaço, vimos essas árvores crescerem, muitas foram plantadas por nós, acompanhamos a época que o algodão de paineira deixa o gramado branco, nos exercitamos nesse caminho, fazemos caminhadas, o que inclusive foi um alento durante a pandemia. Ou seja, há questões ambientais, sociais, culturais… É um choque imaginar a mudança", diz ela.

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