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Ex-prefeito de Cascavel é condenado por fraude em licitação de R$ 11,5 milhões

Edgar Bueno foi condenado por improbidade administrativa e deverá restituir R$ 11 milhões solidariamente com os demais condenados

Ex-prefeito de Cascavel é condenado por fraude em licitação de R$ 11,5 milhões
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Em decisão da Vara da Fazenda Pública de Cascavel, o ex-prefeito Edgar Bueno, o ex-secretário municipal de Meio Ambiente e duas empresas que prestavam serviços ao município foram condenados por improbidade administrativa. A ação foi ajuizada pela 7ª Promotoria de Justiça da comarca, ligada ao Ministério Público do Paraná, e trata de irregularidades em uma licitação de limpeza pública e na execução do contrato pelas empresas.

Conforme a sentença, o valor a ser restituído solidariamente aos cofres públicos é de R$11.539.937,56. Além disso, os agentes públicos tiveram seus direitos políticos suspensos por oito anos, e as empresas foram impedidas de contratar com o poder público pelo mesmo período. Uma multa civil equivalente a 5% do valor do dano também foi aplicada a cada um dos quatro requeridos.

Segundo o promotor de Justiça Sérgio Ricardo Cezaro Machado, a condenação foi possível após uma análise de vasta documentação realizada por auditores do Núcleo de Apoio Técnico Especializado de Cascavel. A investigação identificou irregularidades como o faturamento de serviços inviáveis e pagamentos por serviços supostamente realizados em dias de chuvas intensas, que anulariam a eficácia da limpeza.

A apuração também revelou 25 aditivos contratuais que, de acordo com o MPPR, burlaram os limites legais de 25% e foram utilizados para regularizar despesas sem o devido planejamento. Além disso, a auditoria rastreou documentos que indicaram que a empresa vencedora e a perdedora da licitação compartilhavam lucros e frotas de veículos, configurando um conluio que fundamentou a condenação por improbidade.

As irregularidades ocorreram entre os anos de 2010 e 2016, com a decisão judicial reconhecendo fraude no processo licitatório, na celebração irregular de aditivos e na realização de pagamentos indevidos. Da decisão judicial ainda cabe recurso, conforme informado pelo Ministério Público do Paraná.

Luciana Santos

Luciana Santos

Jornalista com sólida experiência em jornalismo diário, produção de conteúdo, comunicação e marketing digital. Especializada em Jornalismo e Negócios Digitais, mestre em Cinema e Artes do Vídeo.

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