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Eder Borges tenta adiar reunião do Conselho de Ética, mas encontro acontece para analisar gesto de arma com a mão

Em sua defesa prévia, Eder Borges contestou as acusações e pediu o arquivamento do processo por “ausência de justa causa ético-disciplinar”

homem fazendo sinal com as mãos
Corregedoria sugere aplicação da penalidade de censura pública contra Eder Borges | Foto: reprodução

Nesta sexta-feira (22) o Conselho de Ética e Decoro Parlamentar da Câmara de Curitiba realizou a reunião para analisar o processo ético-disciplinar contra o vereador Eder Borges (Novo), após ele realizar um gesto de arma com as mãos durante foto institucional em sessão da Casa.

Antes disso, a defesa do parlamentar tentou adiar a reunião para outra data, alegando incompatibilidade de agenda, mas não apresentou documentos que comprovassem a impossibilidade do comparecimento de sua defesa, por isso a reunião foi mantida pelo presidente Lorens Nogueira (PP).

O Conselho analisa o pedido feito pelo corregedor da Câmara, vereador Sidnei Toaldo (Avante) conduzir a sindicância para apurar a conduta de Eder Borges. A Corregedoria apontou indícios de conduta incompatível com o decoro parlamentar e sugeriu a aplicação da penalidade de censura pública.

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Durante tribuna livre com a presidente do Sindicato dos Servidores do Magistério Municipal de Curitiba (Sismmuc), Diana Abreu, Eder Borges fez o gesto com as mãos e foi repreendido pelas vereadoras Camila Gonda (PSB), Giorgia Prates (PT) e Vanda de Assis.

Borges contestou as acusações e pediu o arquivamento do processo por “ausência de justa causa ético-disciplinar” e disse que tem imunidade parlamentar, além de mencionar “liberdade de expressão”. O texto da defesa tem 152 páginas.

O próprio parlamentar também fez representações contra Gonda, Prates e Assis, que foram incluídas no mesmo processo.

De acordo com gabinete da vereadora Camilla Gonda, a ação ocorreu “em reação ao nosso posicionamento crítico após o episódio em que ele fez gesto de arminha durante a Tribuna Livre, na frente de professoras da rede municipal”.

A parlamentar afirma que “agora, ele tenta responsabilizar justamente quem reagiu ao comportamento dele, o que, do nosso ponto de vista, tem claro caráter de retaliação política”. A denúncia de Borges é por conta de uma suposta agressão por parte da parlamentar.

Os gabinetes de Giorgia Prates e Vanda de Assis ainda não foram notificados a respeito das representações.

Aline Reis

Aline Reis

Jornalista e especialista em Gestão da Comunicação, Assessoria e Marketing pela Universidade Positivo (UP). Mestra em Estudos de Linguagens pela UTFPR. Presidenta do Sindicato de Jornalistas Profissionais do Paraná.

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