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Marcelo Rangel faz acordo com o MP para não ser investigado por desvio de função

Três assessores do deputado na Assembleia teriam trabalhado em sua campanha à Prefeitura de Ponta Grossa em 2024

Marcelo Rangel faz acordo com o MP para não ser investigado por desvio de função
O deputado estadual Marcelo Rangel. Foto: Orlando Kissner/Alep
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O deputado estadual Marcelo Rangel (PSD) firmou um Acordo de Não Persecução Cível com o Ministério Público do Paraná (MP-PR) para ter suspenso um inquérito que investigava o possível desvio de função de três assessores que atuavam em seu gabinete na Assembleia Legislativa do Paraná (Alep). Rangel é irmão do secretário de Estado de Infraestrutura e Logística, Sandro Alex, e vice-líder da bancada de apoio ao governo de Ratinho Júnior (PSD) na Alep.

Segundo a investigação, três assessores, Marcelo Franco, Marcus Fabrizio Busato e Juliano Rosa, teriam trabalhado na campanha de Rangel à Prefeitura de Ponta Grossa no passado, apesar de terem cargos na Alep. Pelo acordo firmado, o deputado terá que ressarcir o prejuízo ao erário, no valor de R$ 50.293,37, além de pagar uma multa civil no valor R$ 25.146,38.

Assinado no dia 14 de outubro por Rangel e pela promotora de Justiça Maria Natalina Nogueira de Magalhães Santarosa, o acordo ainda não foi homologado pela Justiça.

O Plural tentou entrar em contato com Marcelo Rangel nesta quinta-feira (11 de dezembro), mas não foi possível localizar o deputado. O espaço fica aberto à manifestação do parlamentar.

Mesmo com o apoio de Ratinho Júnior, Rangel ficou em terceiro lugar no primeiro turno da eleição para a Prefeitura de Ponta Grossa no ano passado, atrás de Mabel Canto (então no PSDB) e Elizabeth Schmidt (União), que acabou eleita no segundo turno.

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Casos podem ser semelhantes ao do presidente da Assembleia Legislativa, Ademar Traiano

Outros deputados que já fizeram acordos com o MP para não responderem na Justiça foram Ademar Traiano (PSD) e Luiz Cláudio Romanelli (PSD), além do ex-deputado Plauto Miró Guimarães (União). Traiano e Plauto confessaram que receberam propina de R$ 200 mil para renovar o contrato com uma prestadora de serviços da Alep em 2015. Já Romanelli era suspeito de empregar na Assembleia uma assessora que trabalhava no PMDB, partido ao qual era filiado. Entre 2007 e 2010, a assessora teve um cargo na Liderança do Governo na Alep.

No ano passado, o deputado Requião Filho (PDT) apresentou um projeto para impedir que parlamentares que firmaram Termos de Ajuste de Conduta por improbidade ou acordos com o MP-PR assumam cargos na Mesa Executiva da Assembleia. Os deputados deveriam firmar termos de compromisso garantindo que nunca fizeram acordos caso fossem ocupar algum cargo de liderança na Alep. O projeto não avançou.

José Marcos Lopes

José Marcos Lopes

Jornalista formado pela UFPR.

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