Nesta segunda-feira (23) o presidente da Fundação de Ação Social (FAS) esteve na Câmara Municipal de Curitiba para explicar as graves denúncias feitas pelo Sindicato dos Servidores Públicos Municipais (Sismuc) na última semana. Renan Oliveira Rodrigues foi recebido pelos vereadores e apresentou informações sobre a gestão.
Pelas denúncias do Sismuc, há infestações em diversas unidades de acolhimento, conforme já foi noticiado pelo Plural. Além disso, há falta de servidores, assédio moral contra os trabalhadores e problemas nos equipamentos.
A reunião foi coordenada pelo presidente da CMC, Tico Kuzma (PSD), na presença de Serginho do Posto (PSD), Meri Martins (Republicanos), Professora Angela (PSOL), Camilla Gonda (PSB), Sargento Tânia Guerreiro (Podemos), Vanda de Assis (PT), Bruno Rossi (Agir), Rafaela Lupion (PSD), Guilherme Kilter (Novo), Giorgia Prates (PT), Fernando Klinger (PL), Laís Leão (PDT), Sidnei Toaldo (PRD), Da Costa (Pode), Tiago Zeglin (MDB) e Nori Seto (PP).
Pragas
Os vídeos divulgados pelo Sismuc mostram infestação de percevejos, baratas e até ratos nas instalações. Rodrigues, por sua vez, afirmou que houve troca de mobília para controlar as pragas.
“A gente tá eliminando todos aqueles beliches de madeira, trocando por estruturas metálicas”, disse. Segundo ele, a FAS tem realizado a troca de colchões e prepara a vaporização dos ambientes, além de manter contratos regulares de dedetização e desratização.
Ele rebateu as imagens divulgadas pelos trabalhadores ao dizer que podem ocorrer “situações específicas”, mas com mea-culpa. “O que a gente não permite e não aceita que se diga é que isso ocorre todo dia”.

As imagens (veja aqui) mostram ratos Centro Pop Solidariedade, na Praça Plínio Tourinho, no bairro Rebouças, próximo ao Rio Belém. Também circulou uma filmagem, que o presidente da FAS afirmou ser anterior à gestão atual, na qual uma criança aparece sendo carregada pela escadaria interna da Casa do Piá.
Pessoal
Outro apontamento feito pelo Sismuc é quanto ao assédio moral contra trabalhadores. “A gente recebe denúncias de servidores que não podem reclamar das condições de trabalho sob risco de sofrer represálias. O sindicato tem acompanhado e encaminhado tudo o que chega”, disse, na última semana, a coordenadora-geral do Sismuc, Juliana Mildemberg.

Rodrigues explicou que “espera” aumentar o número de servidores e que existe um canal de comunicação direta contra assédio moral chamado “Cuidando de Quem FAS”.
CPI
A denúncia feita pelo Sismuc resultou no pedido de abertura de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para apurar a gestão da FAS. O anúncio foi feito na última semana e a oposição coleta assinaturas para que a investigação avance. São necessários 13 apoios, no mínimo.
