Na tarde desta terça-feira (27), o chefe de gabinete da Prefeitura de Paranaguá, no Litoral do Paraná, acusado de assédio sexual, pediu afastamento das funções administrativas. O funcionário comissionado anunciou seu afastamento em um vídeo nas redes sociais. De acordo com o acusado, “esta é a melhor maneira para que os fatos possam ser melhor investigados”.
Em seu pronunciamento, o chefe de gabinete afirmou que fez contato com a vítima por meio de mensagens, manteve conversas, fez elogios, mas não reconhece as interações como assédio ou perseguição.
O caso segue sendo apurado pelas autoridades competentes.
Assédio Moral
O boletim de ocorrência foi registrada na 1° Subdivisão Policial de Paranaguá, na última sexta-feira (24). No documento, após recusar as investidas do chefe de gabinete e cessar as respostas às mensagens, a servidora alegou que passou a sofrer perseguições no ambiente de trabalho, com avaliações de desempenho drasticamente reduzidas.
A vítima é médica do último ano do estágio probatório na Secretaria Municipal de Saúde (Semsa). Sobre esse assunto, o secretário de saúde, Daniel Fangueiro, nomeado em outubro de 2025, explicou que a avaliação realizada dos profissionais é feita por um médico diretor da comissão de estágio probatório, não tendo a interferência de qualquer outro profissional.
Outra questão abordada por Fangueiro diz respeito ao número de avaliações. De acordo com o ele, o estágio probatório é composto por três anos e seis avaliações. E durante a atual gestão, apenas uma avaliação foi realizada. Fangueiro explicou que a apreciação de desempenho da vítima sob a sua gestão ainda não ocorreu.
Sem Comprometimento
Ainda ontem, a Prefeitura de Paranaguá divulgou uma nota oficial na qual não menciona os crimes de assédio sexual ou assedio moral denunciados nos últimos dias na gestão pública. Tão pouco informou quais medidas serão adotadas para tentar eliminar tais condutas dentro da administração. Comunicou que se colocou à disposição das autoridades para colaborar com as investigações.
A Câmara de Vereadores de Paranaguá também divulgou comunicado oficial, informando que o assunto teria a atenção da Procuradoria Especial da Mulher da instituição. Ainda no documento, assegurou que o órgão estaria à disposição da servidora pública, garantindo acolhimento e orientação.