Foi aprovado em segundo turno o fornecimento de vale-alimentação para os conselheiros tutelares, servidores do Conselho e suplentes de Curitiba. O texto, votado em segundo turno nesta terça-feira (13), segue para sanção do prefeito Eduardo Pimentel (PSD).
A proposta foi aprovada por unanimidade e além do vale, também aprovou a possibilidade de recondução dos conselheiros tutelares por novos processos de escolha e prever que o Executivo disponibilize equipe de apoio com experiência comprovada em temas relacionados à criança e ao adolescente.
Na segunda-feira (12), por exemplo, Vanda de Assis (PT), que é assistente social, lembrou que muitas vezes os trabalhadores não foram recebidos pela administração e que o próprio mandato abriu diálogo com outros vereadores para que a pauta avançasse com mobilização dos próprios trabalhadores.
Amália Tortato (Novo), que foi secretária de Desenvolvimento Humano de Eduardo Pimentel, tentou capitalizar a aprovação e elogiou o prefeito e disse que o diálogo com conselheiros tutelares sobre auxílio-alimentação “nunca foi feito antes”. A crítica atingiu o governo de Rafael Greca (MDB) e do próprio Pimentel, que foi vice-prefeito.
Nesta terça, o líder do governo, Serginho do Posto (PSD) abriu a discussão em segundo turno e pediu a ratificação do voto favorável. Ele afirmou que o projeto atende a uma reivindicação antiga dos conselheiros tutelares.
Como a votação foi acompanhada pelos trabalhadores, grande parte dos parlamentares elogiou o trabalho dos servidores – os da base enaltecendo o trabalho do prefeito – os de oposição cobrando o Executivo.

Os vereadores da oposição votaram favoravelmente, porém lembraram que faltam Conselhos Tutelares nas regionais de Curitiba, além de alertar para a falta de estrutura para o trabalho.
Se sancionada, a lei passará a incluir o auxílio-alimentação no rol de direitos dos conselheiros tutelares de Curitiba, além de atualizar a legislação sobre recondução ao cargo e equipes de apoio.
A aprovação que garante R$ 850 mensais, de forma indenizatória, aos trabalhadores do Conselho Tutelar e terá impacto de R$ 632,4 mil anualmente no orçamento da cidade.
