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Após quatro faltas consecutivas, bolsonarista pode perder vaga na Comissão de Constituição e Justiça da Alep

Deputada Ana Júlia solicitou a retirada de Ricardo Arruda, que faltou a quatro sessões consecutivas. Regimento prevê perda de vaga após três ausências

Após quatro faltas consecutivas, bolsonarista pode perder vaga na Comissão de Constituição e Justiça da Alep
A sala de sessões da CCJ da Assembleia (Foto: Sandro Nascimento/Alep)
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O deputado estadual Ricardo Arruda (PL) corre o risco de perder a vaga na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Assembleia Legislativa do Paraná (Alep). O bolsonarista faltou a quatro sessões seguidas, o que está em desacordo com o Regimento Interno do Legislativo. O requerimento foi protocolado nesta quarta-feira (2) pela deputada Ana Júlia Ribeiro (PT), integrante da CCJ.

O artigo 78 do Regimento diz que será declarado vago o cargo na Comissão em três hipóteses: cassação do mandato, renúncia e perda de lugar. Entre as situações que se caracterizam como “perda de lugar” está “o não comparecimento a três reuniões ordinárias consecutivas”. A CCJ é a comissão permanente mais importante da Alep, pois analisa a constitucionalidade de todos os projetos e pode inviabilizar o trâmite das propostas.

Na sessão desta quarta-feira, Arruda falou pela quarta vez consecutiva a uma sessão ordinária da CCJ. Durante a sessão, Ana Júlia apresentou o requerimento solicitando que seu cargo seja declarado vago, já que Arruda também faltou às sessões ordinárias nos dias 18, 24 e 25 de março. 

Caso o bolsonarista deixe a Comissão, seu substituto será indicado pelo bloco parlamentar formado por PL e Republicanos. Ficam cotados os nomes de Gilson de Souza (PL), Gilberto Ribeiro (PL), Jairo Tamura (PL) e Mara Lima (Republicanos). Os deputados Jacovós (PL) e Alexandre Amaro (Republicanos) integram a Mesa Executiva da Alep e não podem participar de comissões.

A reportagem entrou em contato com a assessoria de Ricardo Arruda na tarde desta quarta-feira (2), mas não houve retorno até a publicação desta matéria. O Plural fica à disposição para uma eventual manifestação do parlamentar.

Ricardo Arruda (PL) e Ana Júlia Ribeiro (PT) (Fotos: Alep/Divulgação)

Processo

Em setembro do ano passado, Ricardo Arruda se tornou réu em um processo por desvio de dinheiro público e tráfico de influência. A decisão foi do Órgão Especial do Tribunal de Justiça do Paraná (TJ-PR). O parlamentar é suspeito de usar seu poder político para ajudar a reintegrar policiais militares excluídos da corporação em troca de dinheiro. Ele também teria recebido dinheiro de um empresário para intermediar o pagamento de um contrato com o governo. O gabinete do deputado na Alep e a casa do parlamentar foram alvo de uma operação policial no dia 25 de outubro do ano passado.

Atualização

Em nota enviada às 20h48 desta quarta-feira, a assessoria de Ricardo Arruda atribuiu o pedido de afastamento a "perseguições políticas do PT" – que também seriam o motivo para a condenação do parlamentar por danos morais, depois de ter ofendido a presidente nacional do PT, Gleisi Hoffmann, em vídeo. Segue a nota de Ricardo Arruda:

O Deputado Ricardo Arruda, conservador e representante da direita e do Presidente Bolsonaro no Paraná, continua sendo alvo de perseguições políticas orquestradas pelo PT. Após um processo movido pela Senadora (sic) Gleisi Hoffmann, agora é a vez do requerimento infundado da Deputada Ana Júlia. Na próxima segunda-feira, o Deputado apresentará a verdade dos fatos e demonstrará que mais essa tentativa de prejudicar seu mandato não terá sucesso.

José Marcos Lopes

José Marcos Lopes

Jornalista formado pela UFPR.

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