Na quinta-feira (07) o ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República, Guilherme Boulos iniciou agenda em Curitiba e falou para militantes e apoiadores na sede da APP-Sindicato. Durante a conversa, ele fez uma leitura sobre o papel do campo popular nas eleições para o Governo do Paraná.
O principal pré-candidato da esquerda ao Governo é o deputado estadual Requião Filho (PDT), que deixou o PT com atritos, embora seja o pré-candidato que tem apoio de Lula e do partido no Estado.
O histórico conservador no Paraná aponta uma disputa difícil para a esquerda. No último pleito o governador Ratinho Jr. (PSD) venceu em primeiro turno com 69,64% dos votos, ou seja 4.243.292. O segundo colocado foi o pai de Requião Filho, o ex-governador Roberto Requião, que concorreu pelo PT e obteve 26,23%, 1.598.204 dos votos.
Além disso, as pesquisas para as eleições deste ano demonstram favoritismo do senador Sergio Moro (PL). A última pesquisa Genial/Quaest divulgada em abril, aponta que ele venceria em todos os cenários.

No cenário com seis candidatos na disputa, Moro aparece com 35% das intenções de votos no primeiro turno, seguido pelo deputado estadual Requião Filho, com 18%.
Apesar disso, Boulos declarou que é possível “fazer uma disputa” e levar Requião Filho para o segundo turno.
“As pessoas não são gado, as pessoas olham, as pessoas compreendem, as pessoas são sensíveis a argumentos. É lógico, aqui você tem um Estado com uma tendência mais conservadora, como é no sul do país, como é em parte do sudeste, mas é possível fazer disputa. E é uma disputa que eu acho que aqui nós temos condições de fazer no governo do Estado ter um bom resultado, levar para o segundo turno o Requião Filho, tem espaço para isso”, disse o ministro ao Plural, durante agenda nesta sexta-feira (08), no bairro Rebouças.
Inseticida
O contexto conservador do Estado, para o ministro, faz com que a militância do campo popular seja importante no convencimento dos eleitores. Boulos aposta no comparativo entre as ações de políticos de esquerda e de direita como argumento. Ele mencionou a primeira parte do mandato de senador de Moro e questionou “o que foi feito” pelo Paraná.
“Eu estava brincando com a turma ontem: o papel do campo popular no Paraná é derrotar dois bichinhos: o rato [Ratinho Jr.] e o marreco [Sergio Moro]. É isso que nosso campo vai ter que fazer e acho que tem todas as condições para isso. Nós vamos ter aqui a “turma do inseticida contra o rato e o marreco”, disse.
