Adversários na disputa pelo Senado em outubro, a deputada federal Gleisi Hoffmann (PT) e o ex-procurador Deltan Dallagnol (Novo) se enfrentaram nas redes sociais ao longo do fim de semana. O estopim da briga foi a promoção de um dos mais célebres integrantes da força-tarefa da Lava Jato, Januário Paludo, ao cargo de subprocurador-geral da República.
Amigo de Deltan, Paludo foi escolhido por critério de antiguidade para ser um dos 73 subprocuradores-gerais. Gleisi fez um vídeo criticando a promoção, dizendo que ao elevar Januário Paludo a um cargo de tal relevância o Ministério Público passa uma mensagem equivocada para o país.
"Mesmo que tenha sido conferido 'por antiguidade' e não 'por mérito', é um prêmio absolutamente indevido a quem atuou, junto com Moro e Dallagnol, numa farsa judicial anulada pelo STF por parcialidade e motivação política contra o presidente Lula", disse a deputada em seu primeiro vídeo.
Deltan reagiu dizendo que Gleisi precisava "lavar a boca" para falar de Januário Paludo. "Ele dedicou sua vida a combater a corrupção, enquanto você dedicou a vida ao partido responsável por praticar a corrupção", disse.
O ex-procurador atacou a ex-ministra afirmando que o "currículo" dela inclui uma acusação de desvio de dinheiro para a campanha eleitoral - denúncia levada ao Supremo Tribunal Federal pela Lava Jato e que terminou com a absolvição de Gleisi.
Gleisi respondeu dizendo que Deltan ficou "nervosinho" por sua crítica à "promoção indecente" de Paludo. "Você é um deputado cassado, que foi condenado por fraudar a Lei da Ficha Limpa, para fugir aos 15 processos que corriam contra você", disse.
A deputada disse ainda que Deltan mente para a população do Paraná ao dizer que pode ser candidato ao Senado, quando estaria inelegível. "Vocês e seus cúmplices foram apanhados num conluio para desviar R$ 2,2 bilhões da Petrobras. Isso não é corrupção?"