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Mãe de criança que morreu afogada em Paranaguá segue presa, à disposição da justiça

A criança deu entrada na UPA da cidade com sinais de afogamento na última quinta-feira (25), mas não resistiu. Após a constatação da morte, os profissionais de saúde observaram sinais de embriaguez da mãe

Mãe de criança que morreu afogada em Paranaguá segue presa, à disposição da justiça
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A mãe de uma criança de apenas três anos que morreu afogada em Paranaguá, no litoral do Paraná, segue presa de forma preventiva após ser detida em flagrante por abandono de incapaz. A menina se afogou em uma cava próxima à residência onde estava com a família durante uma confraternização de Natal, na tarde da última quinta-feira (25).

A criança deu entrada na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) da cidade com sinais de afogamento, mas não resistiu. Após a constatação da morte da menina, os profissionais de saúde observaram sinais de embriaguez por parte da mãe, que chegou ao local minutos mais tarde.

O CRIME

O delegado responsável pelo caso, Sérgio Luiz Alves, informou que a mulher vai responder pelo crime de abandono de incapaz. “Após o atendimento da criança, a mãe e o padrasto chegaram até a UPA. A polícia civil tomou conhecimento da situação e foi até o local. Lá, após algumas entrevistas, a delegada constatou de que se tratava de uma situação de abandono de incapaz por parte da mãe. Já que o padrasto estava cuidando de outra criança recém nascida, e a responsabilidade da menina que se afogou era da mãe. Diante do óbito e de depoimento dos funcionários da UPA sobre da embriaguez da mãe, a mesma foi conduzida até a Delegacia”, disse Dr. Sergio Luiz Alvez.

Uma testemunha que presenciou a situação, contou detalhes do ocorrido por meio das redes sociais. “Eles beberam usaram drogas e foram de manhã cedo para o Rio. A menina ficou de baixo d’água durante um bom tempo. Um homem que tinha ido mergulhar, encostou na criança e tirou elide baixo da água. Pois eles nem perceberam que a menina havia se afogado. A polícia chegou a levar o padrasto preso, mas foi solto e apenas a mãe ficou detida. Chega a ser revoltante”, disse a testemunha.

À DISPOSIÇÃO DA JUSTIÇA

A defesa da mãe ainda não foi localizada. A audiência de custódia já está agendada, e o juiz decidirá se a mãe deve permanecer presa durante o processo ou responder em liberdade.

A criança foi sepultada nesta sexta-feira (26) pela manhã. A Secretaria Municipal de Educação de Paranaguá (SEMEDI) publicou uma nota lamentando o ocorrido da pequena aluna da educação infantil.

Andresa Costa

Andresa Costa

Jornalista por formação, especialista em Comunicação Audiovisual - Cinema e Televisão. Já trabalhei como repórter em jornal impresso, rádio e TV aberta

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