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MST conquista assentamento para 2 mil famílias no Centro-Oeste do Paraná

Governo Federal firmou acordo para a formalização de quatro novos assentamentos do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) no Paraná

MST conquista assentamento para 2 mil famílias no Centro-Oeste do Paraná
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O Governo Federal firmou acordo na última quinta-feira para a formalização de quatro novos assentamentos do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) na região centro-oeste do estado. Cerca de 2 mil famílias camponesas serão beneficiadas no novo assentamento de mais de 33 mil hectares de terra da madeireira Araupel que se tornarão oficialmente áreas de reforma agrária. 

As famílias estão acampadas há mais de 10 anos, nas comunidades Dom Tomás Balduíno e Araucária, em Quedas do Iguaçu, Nova Vitória, em Quedas do Iguaçu e Espigão Alto do Iguaçu, e Herdeiros da Terra de 1º de Maio, em Rio Bonito do Iguaçu e Nova Laranjeiras.  As negociações envolveram o Instituto de Colonização e Reforma Agrária (Incra), os Ministérios do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA), das Relações Institucionais, da Fazenda, a Procuradoria-Geral da UNIÃO, a Advocacia-Geral da União (AGU), Ministério Público Federal (MPF), Tribunal Regional Federal da 4ª região (TRF-4), e Centro Judiciário de Solução de Conflitos e Cidadania (CEJUSC) do Tribunal de Justiça do Paraná, além do grupo proprietário da empresa Araupel, proprietária das áreas.

O valor a ser pago pela área será de cerca de R$ 580 milhões, por meio de precatório - requisição judicial de pagamento emitida pela Justiça para indenização do proprietário, desapropriando a terra pela União para fins de reforma agrária.

O pedido de acordo para estas quatro comunidades foi publicado pelo Incra em 27 de julho de 2025. Ainda no ano passado, outras duas audiências foram realizadas em Brasília entre dirigentes do Movimento no Paraná e representantes dos órgãos, para avançar na construção da solução para o conflito. Os quatro acampamentos que serão transformados em assentamentos da reforma agrária já são comunidades estruturadas, com ampla produção de alimentos, estradas, escolas e espaços coletivos. 

As comunidades produzem diversos tipos de alimentos, entre eles grãos como soja, milho, feijão, trigo, arroz, além de cana-de-açúcar, aveia, amendoim, pipoca, algodão, hortaliças e raízes em geral. Toda produção é garantida pelas próprias estruturas associativas ou privadas, sem apoio do poder público. Em 2025, a comunidade iniciou o plantio massivo de árvores para reflorestar áreas degradadas. Cerca de 5 mil mudas de árvores frutíferas e nativas da Mata Atlântica foram plantadas em outubro, como parte do projeto de plantio de 1 milhão de árvores.

Tags: Paraná MST

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