Na manhã do último dia do júri de Jorge Guaranho, ex-policial penal acusado do assassinato de Marcelo Arruda, tesoureiro do PT em Foz do Iguaçu, o Ministério Público (MP) exibiu uma foto da vítima com o ex-presidente Jair Bolsonaro (PT) para demonstrar que o petista era aberto ao diálogo e também um vídeo com imagens de momentos familiares.
A primeira parte da manhã foi usada pelas promotoras para falar sobre o crime e reforçar as qualificadoras do assassinato, de forma que a pena do réu seja maior.
Durante a sustentação, que durou quase uma hora e meia, um dos filhos da vítima, Leonardo Arruda, chorou. Contudo, ao fim das falas, a apresentação do vídeo fez com que a companheira, Pâmela Silva; o Leonardo e a irmã Luiziane Arruda, tiveram que deixar o Tribunal.
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A família não tinha visto com antecedência o vídeo preparado pelo MP.
Os jurados acompanharam a fala dos promotores em silêncio, assim como Guaranho, que tomou água e abaixava a cabeça eventualmente. Diferente dos dias anteriores, ele não fez nenhuma a notação.
Perto do meio-dia a defesa do réu iniciou a fala aos jurados. Os advogados terão uma hora e meia para tentar derrubar as qualificadoras e, desta maneira, diminuir a pena do réu ou absolve-lo.
A família da vítima não acompanhou os primeiros instantes da sustentação da defesa.
Relembre
O crime aconteceu em 9 de julho de 2022, em Foz do Iguaçu. O acusado invadiu a festa de aniversário da vítima, que tinha como tema o PT, e atirou. Marcelo Arruda, que era guarda municipal, conseguiu revidar. Guaranho foi socorrido e desde então cumpre pena - prisão domiciliar.
O júri foi remarcado três vezes antes de ocorrer em Curitiba.