Metalúrgicos da multinacional Brose, em São José dos Pinhais, denunciaram que vêm sendo vítimas de ações truculentas e intimidatórias por parte da Polícia Militar. Um vídeo gravado na manhã desta quinta-feira (26 de fevereiro) mostra PMs intimidando os trabalhadores e os ameaçando de prisão por desacato. O Sindicato dos Metalúrgicos da Grande Curitiba fez um ato nesta tarde no Centro Cívico, na frente da Assembleia Legislativa do Paraná e do Palácio Iguaçu.
Segundo o sindicato, a direção da multinacional vem agindo para jogar a PM contra os trabalhadores que estão em greve há 28 dias. "A greve na Brose já está marcada pela truculência e práticas antissindicais da multinacional. Além da tentativa de utilizar e jogar a Polícia Militar do Estado contra os trabalhadores para tentar desmobilizar o movimento, a Brose tem se utilizado de assédio e demais prática ilegais como a contratação de temporários. Uma vergonha para uma multinacional desse porte", afirmou o sindicato.
No dia 4 de fevereiro, a PM prendeu o vice-presidente do sindicato, Nelsão da Força, durante protesto na frente da Brose. Ele foi derrubado com violência por policiais militares. A PM não revelou o que motivou a ação.
No vídeo gravado na manhã desta quarta-feira, policiais tentam imobilizar grevistas. Um PM derruba um trabalhador e outro segura uma mulher pelo braço:
Os metalúrgicos da multinacional de autopeças pedem melhorias salariais e de condições de trabalho. Em assembleia no último sábado (21), os trabalhadores decidiram manter a paralisação e autorizaram o sindicato a entrar com um pedido de dissídio coletivo no Tribunal Regional do Trabalho (TRT) para mediação de uma mesa de negociação. A Brose emprega cerca de 300 metalúrgicos e a greve começou no dia 28 de janeiro.
A reportagem do Plural entrou em contato com a assessoria da PM nesta tarde e fica à disposição.
Ato do Sindicato dos Metalúrgicos na tarde desta quinta, no Centro Cívico: