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Policial que matou fotógrafo em posto de gasolina será julgado em setembro

Ronaldo Massuia fez pelo menos dez disparos dentro de loja de conveniência

Policial que matou fotógrafo em posto de gasolina será julgado em setembro
Ronaldo Massuia foi expulso a Polícia Federal no ano passado (Reprodução)

O ex-policial federal Ronaldo Massuia Silva, réu pelo ataque a tiros em um posto de gasolina no bairro Cristo Rei, em Curitiba, em maio de 2022, será julgado pelo Tribunal do Júri nos dias 9, 10 e 11 de setembro. O ataque, na loja de conveniências do posto, resultou na morte do fotógrafo André Munir Fritoli, de 32 anos, e deixou outras pessoas feridas. O julgamento seria em fevereiro, mas foi adiado a pedido da defesa.

Massuia será julgado pelos crimes de homicídio consumado e tentado, em suas modalidades qualificadas (motivo fútil, perigo comum e surpresa que impossibilitou a defesa das vítimas). Ele foi demitido da Polícia Federal em abril do ano passado e segue preso. O julgamento será na 1ª Vara do Tribunal do Júri de Curitiba. Serão ouvidas cinco testemunhas de acusação e 18 de defesa.

Segundo a denúncia do Ministério Público do Paraná (MPPR), no dia 1º de maio de 2022 Massuia entrou na loja de conveniência do posto após discutir com funcionários do estabelecimento. Ele atirou pelo menos dez vezes com uma pistola de 9 mm. A defesa argumentou que Massuia havia sofrido um surto psicótico. As imagens captadas por câmeras de segurança mostram o momento em que ele atira em André Fritoli, que estava no chão.

A assistência da acusação, que representa a família de André Muniz Fritoli e outra vítima, Milena Christie Brotto, disse esperar "que Massuia seja finalmente condenado pelos jurados de Curitiba". Acompanham o caso os advogados Elias Mattar Assad, Thaise Mattar Assad, Eduardo Antonio Perine, Edson Luiz Facchi Jr, Maria Teresa dos Santos Vicari e Rogério Nicolau.

O julgamento de fevereiro foi suspenso porque o advogado Heitor Bender havia assumido recentemente a defesa de Massuia. Ele protocolou o pedido de adiamento do júri por não ter tido tempo hábil para acessar integralmente os autos do processo.

Em nota enviada nesta quarta-feira (17), Heitor Bender afirmou que circunstâncias relevantes ainda não foram esclarecidas, o que poderá ocorrer durante o julgamento, e disse confiar em um veredito justo. Segue a nota:

A defesa de RONALDO MASSUIA SILVA informa que recebeu com serenidade a designação da sessão de julgamento perante o Tribunal do Júri, marcada para os dias 09, 10 e 11 de setembro de 2026, com início previsto para as 09h30min. A defesa confia plenamente na Justiça e, sobretudo, na sociedade curitibana, que será soberanamente chamada a analisar os fatos e certamente proferirá um veredito justo, técnico e fiel às provas produzidas nos autos. Desde o início, a defesa tem sustentado que existem circunstâncias relevantes que ainda não foram devidamente esclarecidas perante a opinião pública. No momento oportuno, perante o Conselho de Sentença, muitos elementos que até agora permaneceram ocultos ou mal compreendidos virão à tona, permitindo uma compreensão integral e equilibrada do caso. Por respeito ao Poder Judiciário, aos jurados e ao devido processo legal, a defesa se manifestará nos autos e no plenário, sempre com responsabilidade, técnica e confiança na verdade que será demonstrada em julgamento.

José Marcos Lopes

José Marcos Lopes

Jornalista formado pela UFPR.

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